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Ucrânia: Hungria congratulou-se sobre a decisão que afastou uso de fundos russos

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, afirmou que a decisão da União Europeia que afastou o uso de ativos russos congelados evitou o risco imediato de guerra na Europa.
Hungarian Prime Minister Viktor Orban speaks as he arrives for an EU summit in Brussels, Belgium December 10, 2020. John Thys/Pool via REUTERS
19 Dezembro 2025, 10h32

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, elogiou hoje o papel de Budapeste na decisão da União Europeia que afastou a utilização de ativos russos congelados para financiar a Ucrânia.

Orbán afirmou que a decisão da União Europeia que afastou o uso de ativos russos congelados evitou o risco imediato de guerra na Europa.

“Passámos por uma noite longa e desafiante”, declarou Orbán após uma cimeira prolongada em Bruxelas, na Bélgica, onde os líderes da União Europeia acabaram por abandonar a opção em favor de um empréstimo de 90 mil milhões de euros para manter a economia ucraniana nos próximos anos.

A União Europeia (UE) concordou financiar a Ucrânia com 90 mil milhões de euros em 2026 e 2027 através da emissão de dívida com recursos do orçamento comunitário, deixando de lado, de momento, o plano inicial de recorrer a ativos russos congelados pelas sanções.

Embora o principal objetivo fosse garantir o empréstimo utilizando os recursos gerados pelo vencimento de ativos russos congelados, como defendia a Comissão Europeia, os líderes optaram, pela emissão de dívida comum.

A decisão ficou a dever-se, sobretudo, às objeções da Bélgica, país onde se encontra depositada a maior parte desses ativos, avaliados em 185 mil milhões de euros.

A Hungria também rejeitou o plano sobre o uso de fundos russos.

Numa mensagem publicada nas redes sociais, Orbán reiterou hoje que a Hungria não permitiu que a Europa declarasse guerra à Rússia utilizando ativos russos.

Para o primeiro-ministro húngaro, o plano teria arrastado a Europa para a guerra e imposto um “pesado fardo financeiro à Hungria”, acrescentou Orbán.

O primeiro-ministro enfatizou a cooperação entre a Hungria, a Eslováquia e a República Checa, que, afirmou, decidiram não aderir à guerra.

“A má notícia é que os preparativos para a guerra continuam em Bruxelas. A Hungria continua a ser a voz da paz na Europa e não vai permitir que o dinheiro dos contribuintes húngaros seja utilizado para financiar a Ucrânia. Só um governo de patriotas pode garantir a paz e assegurar que os fundos húngaros não são enviados para a Ucrânia”, afirmou.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.

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