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Ucrânia: Von der Leyen promete mais sanções após ataque russo

“Estamos a manter a pressão máxima sobre a Rússia e isso significa reforçar o nosso regime de sanções – em breve apresentaremos o nosso 19.º pacote de severas sanções e, paralelamente, estamos a avançar com o trabalho sobre os ativos russos congelados para contribuir para a defesa e reconstrução da Ucrânia”, disse Ursula von der Leyen.
Lusa
28 Agosto 2025, 11h51

A presidente da Comissão Europeia disse hoje “estar indignada” com o ataque russo “nas proximidades” do escritório da delegação da UE em Kiev, prometendo novas “sanções severas” à Rússia e “apoio inabalável” à Ucrânia.

“Estamos a manter a pressão máxima sobre a Rússia e isso significa reforçar o nosso regime de sanções – em breve apresentaremos o nosso 19.º pacote de severas sanções e, paralelamente, estamos a avançar com o trabalho sobre os ativos russos congelados para contribuir para a defesa e reconstrução da Ucrânia”, disse Ursula von der Leyen.

Numa curta declaração sem perguntas à imprensa em Bruxelas, a líder do executivo comunitário reagiu aos bombardeamentos desta madrugada em Kiev, e garantiu que a UE vai continuar a prestar um “apoio forte e inabalável à Ucrânia, vizinha, parceira, amiga e futuro membro” dos 27.

Von der Leyen afirmou estar “indignada com o ataque a Kiev, que também atingiu os escritórios da UE”.

“Este foi o ataque com drones e mísseis mais mortífero à capital desde julho e […] foi também um ataque à nossa delegação, [mas] estou aliviada por nenhum dos nossos funcionários ter ficado ferido”, observou.

A responsável indicou que o ataque “ocorreu nas proximidades da missão diplomática, a representação da União”.

“Dois mísseis atingiram uma distância de 50 metros da delegação em 20 segundos e isto é mais um lembrete sombrio do que está em jogo. Mostra que o Kremlin não vai parar por nada para aterrorizar a Ucrânia, matando cegamente civis, homens, mulheres e crianças, e até mesmo visando a União Europeia”, relatou Ursula von der Leyen.

A presidente da Comissão Europeia anunciou ainda que na sexta-feira vai “visitar os sete Estados-membros que estão a reforçar e a proteger as fronteiras externas com a Rússia e a Bielorrússia”.

“Quero expressar a minha total solidariedade com eles e partilhar os progressos que estamos a fazer na construção de uma indústria de defesa europeia forte, especialmente através do nosso instrumento de defesa comum seguro”, adiantou, nesta curta declaração.

A delegação da UE “ficou severamente danificada por esta onda de choque” dos bombardeamentos russos desta madrugada, escreveu na rede social X a embaixadora comunitária para a Ucrânia, Katarina Mathernova.

Von der Leyen acrescentou que os funcionários da delegação da UE em Kiev estão “em segurança” apesar dos “bombardeamentos implacáveis da Rússia”.

Pelo menos 14 pessoas morreram e 48 ficaram feridas esta madrugada, no ataque russo contra Kiev, de acordo com as autoridades ucranianas.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, condenou, também na X, a ação “deliberada” da Rússia numa “noite de ataques mortíferos” com mísseis russos contra civis e que também provocaram danos na delegação da UE, na capital ucraniana.

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022.


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