Um português e dois brasileiros vencem Prémio Científico Mário Quartin Graça 2019

Os distinguidos assinam investigações na área das Tecnologias e Ciências Naturais, Ciências Económicas e Empresariais e Ciências Sociais e Humanas.

Marcello Angotti, Camila Marchioro e Luís André Pereira Fialho são os agraciados com o  Prémio Científico Mário Quartin Graça 2019.

O prémio é uma parceria entre o Banco Santander e a Casa da América Latina e distingue os autores das melhores investigações/teses de doutoramento nas categorias de Tecnologias e Ciências Naturais, Ciências Económicas e Empresariais e Ciências Sociais e Humanas.  Pretende-se também estimular a formação de estudantes latino-americanos e portugueses em temas de interesse mútuo para Portugal e a América Latina.

Na categoria de Ciências Económicas e Empresariais, o vencedor foi o brasileiro Marcello Angotti, com uma tese dedicado aos problemas da mineração. “Full cost accounting e contabilidade dialógica aplicados para avaliação da sustentabilidade da indústria da extração mineral em Congonhas”, realizada na Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi elogiada pelo júri pela sua “qualidade e caráter inovador e disruptivo”.

Camila Marchioro, também de nacionalidade brasileira, distinguiu-se na categoria de Ciências Sociais e Humanas. A sua tese “Poesia do Indizível: Camilo Pessanha e Cecília Meireles em comparação”, elaborada na Universidade Federal do Paraná, chamou a atenção do júri pela “qualidade” com que conjuga “a parte literária e filosófica, e por analisar as duas realidades: brasileira e portuguesa, com extensões à realidade oriental”.

Nas Tecnologias e Ciências Naturais,  o destaque foi para o português Luís André Pereira Fialho. A sua tese “Conversão fotovoltaica com armazenamento de energia integrado em rede elétrica: modelação, simulação e experimentação”, feita na Universidade de Évora, apresenta, segundo o júri ” ideias e conceitos inovadores sobre microgrids e armazenamento elétrico, os quais podem dar um importante contributo para a generalização do uso da energia solar fotovoltaica”.

Cada investigador recebeu um prémio pecuniário de 5 mil euros.

Os trabalhos foram avaluiados por um júri integrado por Arlindo Oliveira, presidente do Instituto Superior Técnico, João Proença, professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, Pedro Cardim, professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa, João Paulo Velez, diretor de Comunicação e Marketing Corporativo do Santander Portugal, e Manuela Júdice, secretária-geral da Casa da América Latina.

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