Há vários meses que se antecipava a necessidade de uma segunda volta das eleições presidenciais, porque nenhum dos candidatos teria maioria dos sufrágios na primeira votação. A segunda volta serve, portanto, e em primeira ordem, para elegermos, nos termos da Constituição e da lei, o Presidente da República Portuguesa.

Este período que medeia as duas voltas das presidências serve, assim, para que cada um de nós, de forma livre e consciente, avalie as duas pessoas que podem ser o próximo Presidente da República e defina o seu voto. Neste caso concreto, os dois candidatos são tão distintos, pelo seu percurso pessoal e político, pelos seus valores e pela sua visão sobre o país, que a escolha é fácil. Por isso é tão fácil perceber que neste contexto António José Seguro é a escolha adequada.

Mas esta primeira semana da disputa decisiva trouxe um dado novo. E tão raro e positivo que não nos podemos dar ao luxo de o desperdiçar. O movimento de apoios que António José Seguro tem vindo a congregar, da esquerda à direita, dos mais politizados aqueles que sentem agora um apelo inédito à participação ativa, constitui uma onda que não devemos desperdiçar.

Há uma semana ninguém diria que tantos se sentíssemos motivados a apoiar Seguro e temos então oportunidade de transformar esta dinâmica não apenas numa mobilização para o voto, mas na esperança de um novo ciclo para o país.

Mais do que uma simples repetição do ato eleitoral, esta fase representa uma oportunidade rara: a oportunidade de nos unirmos em torno do que é verdadeiramente essencial para o futuro coletivo. Num tempo marcado por divisões, incertezas e desafios profundos, o país precisa de um Presidente que saiba juntar, ouvir e mobilizar.

Sente-se hoje uma onda clara de esperança a atravessar a sociedade portuguesa. Uma esperança serena, mas determinada, que nasce do desejo de estabilidade, de diálogo e de compromisso com os valores democráticos, de progresso do país e de coesão social.

António José Seguro representa a ideia de um Portugal que acredita na política como espaço de serviço público e não de confronto estéril. António José Seguro é visto por muitos portugueses como alguém capaz de mobilizar o país precisamente nesses termos, oferecendo uma presidência que seja fator de estabilidade, inspiração e coesão nacional.

Sabe-se que a “maioria presidencial” se esgota no próprio dia das eleições e que um Presidente responsável assume ser Presidente de todos os portugueses, mas seria muito bom que uma votação expressiva e embalada por este propósito positivo e de esperança pudesse transformar-se num ciclo de maior confiança, diálogo institucional e mobilização nacional em torno dos grandes desafios do país. Venham todos, de todos os lados e valorizando esse apoio diferenciado.

A segunda volta é, por isso, um convite à responsabilidade coletiva. Um momento para olhar além das diferenças e reconhecer o que nos une enquanto comunidade. Se soubermos aproveitar este momento, Portugal sairá mais forte — porque a democracia funciona, porque o país está unido e com renovada confiança no futuro.

O autor assina este texto na qualidade de Economista e apoiante de António José Seguro