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Uma vitória de Moedas “não pode deixar de ser imputada” à escolha feita pela CDU

Socialista António Vitorino aponta que PCP não fez “esforço de convergência” em Lisboa e poderá ser responsabilizado caso Carlos Moedas (PSD/CDS/IL) vença estas eleições autárquicas. No entender de Vitorino, a escolha feita pelos comunistas segue “uma lógica de sobrevivência partidária de um partido que se sente acossado e que tem aqui uma hipótese de marcar um ponto a seu favor”.
12 Outubro 2025, 21h48

O socialista António Vitorino considera que a “dinâmica que se vai gerar com uma vitória de Carlos Moedas” em Lisboa “não pode deixar de ser imputada ao facto de a CDU ter pretendido manter-se à margem de qualquer convergência”.

Analisando a noite eleitoral na SIC Notícias, o socialista responsabiliza o PCP por uma eventual derrota da coligação de esquerda liderada por Alexandra Leitão, a que se juntaram o Bloco de Esquerda, o Livre e o PAN. Os comunistas, recorde-se, foram convidados para fazer parte da coligação para disputar Lisboa a Carlos Moedas, mas o partido rejeitou fazer parte e seguiu avante com a candidatura de João Ferreira, vereador na capital há doze anos.

Para António Vitorino, ao não ter feito este esforço de convergência, o PCP seguiu “uma lógica de sobrevivência partidária de um partido que se sente acossado e que tem aqui uma hipótese de marcar um ponto a seu favor”. “E fê-lo, vejamos com que consequências até ao final da noite”, atira o socialista.

Segundo as várias projeções publicadas às 20h, a disputa em Lisboa está renhida, com Carlos Moedas e Alexandra Leitão a surgir empatados.

Segundo a RTP,  cuja projeção é da Católica, Moedas e Leitão ficam, cada um, entre os 37% e os 42%, com seis a nove mandatos, de um total de 17 do executivo, enquanto a CDU, liderada por João Ferreira, elege um a dois vereadores (8% – 11%), tal como o Chega (7% – 10%).

A projeção da CNN e da SIC coloca a lista liderada pelo PSD entre os 36% e 42% e coligação encabeçada pelo PS entre os 33,7% e os 38,9%. Neste caso, a CDU obtém de 9% a 12,4% dos votos e o Chega 7,7% a 11,1%.

Já o canal Now atribui a Carlos Moedas (PSD/CDS-PP/IL), atual presidente da autarquia, seis a oito mandatos, com 37,9% a 41,9%, e Alexandra Leitão (PS/Livre/BE/PAN) consegue o mesmo número de mandatos, mas com 34,8% a 38,8%. Os restantes mandatos deverão ficar entre a CDU (coligação PCP/PEV) e o Chega, que assim poderá estrear-se no executivo da capital.

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