Usa cartão de crédito? Saiba se deve optar pelo pagamento mínimo

Nas diversas modalidades de pagamento de um cartão de crédito, o pagamento mínimo é uma delas. Descubra em que consiste e se compensa reembolsar a dívida desta forma.

É possível reembolsar o pagamento de compras/serviços com o cartão de crédito na totalidade (método através do qual o montante gasto com o cartão é retirado da conta à ordem do cliente ao fim de um prazo pré-definido, que normalmente pode ir de 20 a 50 dias) ou em prestações.

Dentro do reembolso em prestações enquadra-se a modalidade do pagamento mínimo, que consiste em, todos os meses, pagar só uma percentagem do valor que se gastou – por exemplo, 3% ou 5% – até liquidar a dívida na totalidade. Contudo, note-se que esta percentagem pode ser mais elevada: 25%, 50%, 75% e por aí adiante consoante o que o cliente acordar com o banco.

A grande diferença do pagamento mínimo para o pagamento na totalidade reside no facto de nesta última opção o consumidor não pagar juros (acabando por ser um empréstimo sem juros).

Quais são as vantagens e desvantagens?

O método de reembolso do cartão de crédito por via do pagamento mínimo torna-se muito cómodo para o cliente, porque acaba por lhe permitir fazer uma compra de um valor mais avultado e reembolsar em pequenas tranches.

Todavia, nem tudo são benefícios. Ao selecionar fazer o reembolso da dívida desta forma, o consumidor terá mais custos, uma vez que terá de pagar juros pela compra efetuada (contrariamente ao que acontece com o pagamento na totalidade).

Vejamos um exemplo prático.

A Mafalda precisava muito de comprar um novo computador. A escrever a sua tese de Mestrado em Estatística e apaixonada como é por Fotografia, o seu atual portátil já não comportava tantos softwares e já não oferecia a capacidade de armazenamento e de processamento que esta brilhante estudante-trabalhadora precisava.

Não dispondo à ordem dos 1300 euros de que necessitava para realizar esta compra, recorreu ao seu cartão de crédito e optou por reembolsar esta dívida através da modalidade de pagamento mínimo para ir pagando o seu novo computador faseadamente e sem que isso pressionasse as suas finanças.

Assumindo um taxa de 15,7%, vejamos então quanto é que a Mafalda ficaria a pagar por mês.

Supondo-se que o seu cartão não tem qualquer anuidade (o que significa que a Mafalda não terá despesas para além dos juros associados à aquisição do computador) e que a percentagem escolhida do pagamento mínimo mensal é de 5%, então a Mafalda demoraria 57 meses a liquidar a dívida na totalidade e iria pagar um total de juros de 296,40 euros.

Portanto, esta consumidora iria demorar mais de quatro anos a saldar esta dívida, ficando a pagar juros todos os meses durante todo este tempo. A alternativa para pagar menos juros seria aumentar a percentagem do pagamento mínimo do cartão de crédito acordada com a instituição financeira.

Neste sentido, se a Mafalda decidisse, ao invés, aumentar a percentagem do pagamento mínimo de 5% para 25% pagaria então 49,92 euros de juros – o que significa uma poupança de 249,48 euros.

Embora tivesse de aumentar a quantia que pagaria mensalmente, a verdade é que o valor total do crédito ficaria muito mais acessível. Por muito que a prestação mensal pese no orçamento, há que olhar sempre para o montante total dos juros.

É possível notar, assim, que os custos de fazer compras com o cartão de crédito têm muito que ver com o montante pago, com a percentagem de pagamento selecionada e também com o prazo escolhido. Se o cliente tiver mesmo de optar por parcelar o reembolso, há que salientar que quanto maior for a percentagem escolhida, menos juros se terá e menos meses serão necessários para terminar de liquidar.

Relacionadas

O que acontece se ultrapassar o limite do cartão de crédito?

Receia ultrapassar o limite do seu cartão de crédito? Fique a par do que acontece se ultrapassar o plafond do seu cartão e saiba o que pode fazer caso se encontre nesta situação.

Roubaram-lhe o cartão de crédito? Saiba o que fazer

Perder ou ter o cartão de crédito roubado fazem parte de situações que nos podem acontecer facilmente no quotidiano. Saiba o que fazer para prevenir e, para o caso de acontecer o pior, como remediar.

Quer baixar a taxa de juro do seu cartão de crédito? Veja como

As taxas de juro associadas aos cartões de crédito caíram para metade nos últimos quatro anos, pelo que pode estar a pagar muito mais do que devia pelo seu cartão. Saiba como poderá baixar a TAEG junto do seu banco.

Ficou com o cartão multibanco retido no ATM? Saiba o que fazer

São muitos os portugueses que já viram o seu cartão multibanco retido no ATM e instintivamente ligaram para o seu banco para cancelá-lo. No entanto, nem sempre existe necessidade de anular o cartão, havendo algumas situações que deve conhecer para saber como proceder. Descubra quais são.

Um cartão de débito tem cinco grandes funções. Sabe quais são?

O cartão de débito é o chamado “cartão multibanco” que costuma usar no seu dia-a-dia e que serve para movimentar a conta à ordem que tem no banco, mas será que conhece mesmo todas as funcionalidades deste tipo de produto? Fique a par de todas as vantagens que ter um cartão de débito lhe pode trazer.

Cartão de crédito virtual: para que serve e como criar?

Sabia que criar um cartão de crédito virtual é uma funcionalidade acessível a qualquer utilizador de Internet? Mesmo que já possua um cartão de crédito físico que costuma usar para as suas compras, pode sempre aceder a este tipo de cartões em caso de emergência e fazer pagamentos online a partir do seu computador, smartphone ou tablet.
Recomendadas

Venda de smartphones sem carregador é correta à luz da lei?

Se o profissional não inclui um adaptador de corrente com o smartphone e que não informa, de forma cuidadosa, o consumidor – trata-se de uma omissão enganosa e, como tal, conduz ou é suscetível de conduzir o consumidor a tomar uma decisão de compra que não teria tomado de outro modo.

OE2022: Inquilinos defendem mais cinco anos para período de transição de rendas antigas

A Associação dos Inquilinos Lisbonenses (AIL) defende o prolongamento por mais cinco anos do período transitório para contratos de arrendamento anteriores a 1990, sendo esta uma das medidas que quer ver incluída no Orçamento do Estado para 2022 (OE2022).

Lisboa. Avenida Fontes Pereira de Melo fecha ao trânsito temporariamente

Segundo a autarquia, a avenida estará encerrada para que se proceda à realização de trabalhos no coletor e reposição da infraestrutura, que estima durarem toda a semana.
Comentários