Vacina desenvolvida por Oxford poderá ser a mais “promissora” e dar imunidade por “vários anos”

Estando agora em fase três e cada vez mais perto do fim do processo de desenvolvimento da vacina contra o novo coronavírus, o governo britânico espera que comece a ser produzida em “setembro/outubro” mas teme-se o “pandemónio” no Inverno.

Damir Sagolj / Reuters

O Governo britânico considera que a vacina que está a ser desenvolvida pela Universidade de Oxford, para combater o novo coronavírus, é a mais promissora (entre as outras 149 que estão a ser estudadas) e que poder vir a ser eficaz durante “vários anos”.

Segundo a notícia avançada pela espanhola “ABC”, esta sexta-feira, Sarah Gilbert, investigadora que lidera a equipa britânica, ao Comité de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Comuns no Reino Unido, diz que os testes realizados até agora estão a apresentar resultados “promissores”, já que se está a observar uma “resposta imune correta”.

Gilbert defende que a vacina que está a ser desenvolvida pela instituição inglesa será capaz de dar uma “melhor proteção do que a imunidade natural” em que qualquer paciente recuperado de Covid-19 possa desenvolver.

Apesar do Governo britânico estar otimista quanto à produção da vacina — prevê que comece em setembro ou outubro — a investigadora sublinha que não é possível dar uma data específica para a conclusão dos estudos e consequente fim do processo de desenvolvimento da vacina.

Fontes da Universidade de Oxford, citadas pela imprensa local, detalham que é pouco provável que o medicamento esteja disponível antes do inverno, quando outro pico da epidemia poderá ocorrer — fase considerada muito crítica já que coincide com a temporada de gripe e isso, dizem os especialistas, poderá levar a uma saturação dos serviços de saúde.

A vacina Oxford entrou na fase três dos ensaios clínicos, a última etapa antes da comercialização, e envolve 8 mil pessoas do Reino Unido. Em breve começará a injetar quadro mil pessoas no Brasil e duas mil na África do Sul. A vacina de Oxford, que é desenvolvida em parceria com a empresa farmacêutica AstraZeneca, é considerada pela Organização Mundial da Saúde como uma das mais fortes candidatas ao sucesso de entre as 149 que estão a ser desenvolvidas um pouco por todo o mundo.

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