Vacina experimental da Pfizer e BioNTech não animam o mercado. Wall Street sem tendência definida

No seio empresarial, nota de destaque para as farmacêuticas Pfizer e BioNTech, cuja vacina experimental contra a Covid-19 estará perto de obter uma revisão regulatória já em outubro, segundo um comunicado de ambas as empresas.

Traders work on the floor of the New York Stock Exchange (NYSE) shortly before the closing bell in New York, U.S., January 6, 2017. REUTERS/Lucas Jackson

A bolsa de Nova Iorque abriu a última sessão desta semana sem tendência definida, depois de, na véspera, o Nasdaq ter renovado máximos históricos pela 35ª vez em 2020.

Esta sexta-feira, pouco depois do toque do sino que marcou o início da sessão, o industrial Dow Jones cedia 0,11%, para 27.709,61 pontos; o S&P 500 perdia ligeiramente 0,08%, para 3.382,93 pontos; e o tecnológico Nasdaq mantinha-se praticamente inalterada face ao encerramento de quinta-feira, subindo 0,01% para 11.266,29 pontos.

No seio empresarial, nota de destaque para as farmacêuticas Pfizer e BioNTech, cuja vacina experimental contra a Covid-19 estará perto de obter uma revisão regulatória já em outubro, segundo um comunicado de ambas as empresas.

Até ao final de 2021, é possível que sejam produzidas 1,3 mil milhões doses da vacina potencialmente eficaz para o tratamento do vírus.

Entre os top movers, a Tesla prossegue a tendência de valorização, subindo 3,89% para cerca de 2.080 dólares.

No retalho, as ações da Foot Locker sobem mais de 2% depiis ter apresentado resultados trimestrais acima das expectativas. O resultado por ação foi de 0,71 dólares, acima das previsões que apontavam para um lucro por ação de 0,7 dólares. As receitas cresceram 17%, em termos homólogos, para 2,08 mil milhões de dólares.

Também a Deere surpreendeu o mercado, apresentando resultados acima das expectativas dos analistas. A empresa reportou um resultado ajustado de 2,57 dólares por ação, o que superou as projeções mais otimistas dos analistas, que apontavam para um lucro de 1,81 dólares por ação.

Nas matérias-primas, o preço do petróleo está em queda. Em Londres, o barril de Brent negoceia nos 44,03 dólares, depois de desvalorizar 1,94%. Nos Estados Unidos,  West Texas Intermediate cai 2,15% para 41,90 dólares.

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