Vacinação necessita de reforço de 1.700 profissionais de saúde

Segundo o coordenador do plano de vacinação, este cálculo “já foi comunicado”, existindo diversas opções que, neste momento, “estão em cima da mesa e que estão a ser tratadas para garantir que esses profissionais de saúde estejam disponíveis” para a nova fase da vacinação no país que tem a meta de vacinar cerca de 100 mil pessoas por dia.

Mário Cruz/Lusa

A segunda fase da vacinação contra a covid-19 vai obrigar a um reforço de 1.700 profissionais de saúde, que poderão ser do Serviço Nacional de Saúde ou contratados, afirmou hoje o coordenador da task force.

“Estes profissionais podem vir de dentro do próprio sistema de saúde, por transferência e por mobilidades, ou podem ser contratados de fora do sistema nacional de saúde”, afirmou o vice-almirante Gouveia e Melo num debate no âmbito da iniciativa “Conversas com Cientistas – Décadas de Ciência para Dias de Vacinas”.

Segundo o coordenador do plano de vacinação, este cálculo “já foi comunicado”, existindo diversas opções que, neste momento, “estão em cima da mesa e que estão a ser tratadas para garantir que esses profissionais de saúde estejam disponíveis” para a nova fase da vacinação no país que tem a meta de vacinar cerca de 100 mil pessoas por dia.

“É importante dizer que esse reforço é um reforço em cima de uma utilização dos cuidados primários de saúde de cerca de 20% dos seus profissionais”, referiu ainda Gouveia e Melo, ao assegurar que o plano de vacinação “não esgotou todos os profissionais dos cuidados primários de saúde”.

Sobre a utilização da vacina da Janssen em Portugal, o coordenador da task force adiantou que a decisão da Agência Europeia do Medicamento (EMA) está a ser analisada pelas autoridades de saúde nacionais.

“Acabamos de ter a notícia das decisões da EMA, estamos a refletir sobre as consequências e o que se vai fazer. As coisas têm de ser todas ponderadas pelas autoridades de saúde, pela autoridade técnica do medicamento. É o que está a acontecer neste momento”, disse.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) concluiu hoje que a vacina Janssen (grupo Johnson & Johnson) anticovid-19 tem uma “possível ligação” a casos muito raros de coágulos sanguíneos, mas insistiu nos benefícios do fármaco contra a doença.

“A EMA encontrou uma possível ligação a casos muito raros de coágulos de sangue invulgares com plaquetas sanguíneas baixas, […] mas confirma que o risco-benefício global permanece positivo”, informa o regulador europeu em comunicado.

A estrutura aponta que o seu comité de segurança sobre medicamentos humanos decidiu por isso, na reunião de hoje, que “um aviso sobre coágulos de sangue invulgares com plaquetas sanguíneas baixas deve ser acrescentado à informação sobre o produto relativo à vacina Janssen”, devendo tais eventos ser “listados como efeitos secundários muito raros da vacina”.

Em causa está uma investigação da EMA a oitos casos raros de coágulos sanguíneos associados a baixos níveis de plaquetas sanguíneas após toma da vacina nos Estados Unidos, um dos quais foi mortal, de um universo de sete milhões de pessoas vacinadas.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.031.441 mortos no mundo, resultantes de mais de 141,9 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.951 pessoas dos 831.645 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde

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