Vai nascer uma nova cidade na margem sul do Tejo (com vista para Lisboa) num investimento de 800 milhões

Valor de investimento diz respeito apenas à primeira fase do projeto que prevê a construção de casas que vai ligar o Monte da Caparica ao Porto Brandão numa área de 400 hectares. Projeto também prevê a instalação de empresas.

Na margem sul do Tejo, entre o Monte da Caparica e o Porto Brandão, no concelho de Almada, vai nascer uma nova cidade.

O projeto ‘Innovation District’ vai contar com um investimento de 800 milhões de euros na sua primeira fase e prevê a construção de habitação, assim como a instalação de empresas e integra uma área total de 399 hectares de intervenção, dos quais 110 hectares são zonas verdes.

Entre os principais números que definem a sua dimensão contam-se a chegada de 4.500 novos habitantes à nova cidade, a criação de mil novos fogos habitacionais, uma área de 250 mil m2 para a implementação de novas atividades económicas que irão contribuir para a criação de 17 mil novos postos de trabalho e, ainda, 86 mil m2 de infraestruturas turísticas.

“Estes 800 milhões de euros referem-se apenas ao desenvolvimento da primeira fase que abrange aproximadamente 120 hectares. O objetivo deste projeto é criar estruturas físicas que criem emprego e atraiam talento e empresas para Portugal”, referiu José Ferreira Machado, vice-reitor da Universidade NOVA de Lisboa.

O responsável aproveitou também para esclarecer que nestes valores não estão previstos investimentos públicos. “Não há dinheiro dos contribuintes. É dinheiro na esmagadora maioria privado. Mesmo o dinheiro que a universidade irá investir será obtido de fundos europeus por processos competitivos ou através da rotação dos seus próprios ativos. É um projeto que não obstante de ter estes quatro quilómetros quadrados de zona de intervenção é um projeto que vai desenvolver-se gradualmente”, salientou.

O Innovation District é um projeto que será desenvolvido organicamente ao longo de vários, sendo que em 10 anos irão começar a ver-se os primeiros efeitos. José Ferreira Machado adiantou também que já está aprovada a construção de uma residência com capacidade para 600 estudantes.

No campo da Universidade Nova de Lisboa as obras vão arrancar em breve com a edificação da parte desportiva, de uma superfície comercial e da primeira fase do HUB de inovação.

Eurico Brilhante Dias, secretário de estado da internacionalização, presente também no evento salientou que o ‘Innovation District’ é um projeto que se “insere na estratégia de desenvolvimento económico do país”.

Por sua vez, Inês de Medeiros, presidente da Câmara Municipal de Almada frisou que o ‘Innovation District’, “é uma aposta no desenvolvimento da criação de emprego com qualidade. Não é um projeto que se baseia só no turismo, nem é um parque empresarial”.

A autarca sublinhou que este é o grande projeto de Almada. “Muitos dos projetos do ‘Innovation District’ já entraram na câmara municipal para licenciamento, mas dentro daquilo que já é possível arrancar contam-se oito projetos”.

“‘Innovation District’ como exemplo para outros polos do país”

Através de uma mensagem de vídeo, o ministro da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, destacou a importância do projeto para Portugal. “Exemplos como o do Innovation District são de saudar e que esperamos conseguir serem concretizados a curto prazo e constituir-se como o exemplo para outros polos do nosso país”.

O governante aproveitou para recordar que o futuro de Portugal e a competitividade das suas empresas vai ter cada mais vez de assentar no desenvolvimento das qualificações, na inovação e na transferência do conhecimento para o tecido empresarial.

“É a possibilidade do cruzamento de experiências, do conhecimento e de modos de vida diversos em locais que propiciem a atração de indústrias criativas que será o fundamento da prosperidade futura no nosso continente europeu e seguramente o caminho que Portugal pretende continuar a trilhar”, referiu Pedro Siza Vieira.

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