Vendas de grandes eletrodomésticos sobem 11% para 151 milhões de euros no 1.º trimestre

As vendas dos grandes eletrodomésticos subiram 11,1% no primeiro trimestre, face a igual período de 2019, para 151 milhões de euros, de acordo com dados da GfK hoje divulgados.

“Os bens de consumo eletrónicos registaram uma ‘performance’ positiva no primeiro trimestre de 2020”, refere a GfK, em comunicado.

No período em análise, “a categoria que regista o maior crescimento é a dos grandes eletrodomésticos (11,1%), com uma faturação de 151 milhões de euros, seguida pelos pequenos eletrodomésticos (8,6%), com 72 milhões de euros”, acrescenta.

Este período coincide com o início de confinamento devido à pandemia de covid-19 em Portugal (meados de março), “pelo que há uma clara influência da pandemia na forma como os portugueses consumiram”, sublinha a Gfk.

“Dentro da categoria dos grandes eletrodomésticos, os congeladores foram o produto com melhor desempenho, sendo que as máquinas de lavar e secar roupa registaram um forte crescimento, seguramente impulsionado pelo isolamento social vivido em Portugal”, adianta.

No que respeita os pequenos eletrodomésticos, “destacam-se os aparelhos de tratamento de ar, os secadores de cabelo e as máquinas de café como motor de crescimento desta categoria”.

A terceira categoria seguinte com maiores vendas são os equipamentos de escritório e consumíveis, cujas vendas subiram 2%, “alavancada pelo ‘home office’ em que impressoras multifuncionais ganharam importância, verificando-se um grande crescimento em particular no final do primeiro trimestre”.

Durante estes meses, “foram algumas as categorias que registaram quebras de vendas, nomeadamente a fotografia (-25,7%), a eletrónica de consumo (-7,8%), as telecomunicações (-1,6%) e as tecnologias de informação (-1,5%)”.

Em suma, “neste primeiro trimestre, as câmaras fotográficas apresentaram avultadas quebras de vendas, bem como as vendas de televisões que registaram igualmente um abrandamento do crescimento do segmento UHD [ultra alta definição]. Também os ‘smartphones’, na categoria telecomunicações, sofreram uma queda ligeira e o teletrabalho deu origem a uma queda dos computadores ‘desktop’ [fixos]”, conclui a Gfk.

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