Vendas de retalho aumentam 5,7% na zona euro em junho

“Isto significa que o volume de trocas no retalho, em ambas as zonas, retomaram a níveis registados em fevereiro de 2020, antes do início das medidas de confinamento”, sustenta o Eurostat após o retalho observar aumentos pelo segundo mês consecutivo.

O volume de negócios a retalho na zona euro continuou a verificar sinais de recuperação em junho, continuando a ser marcado pelo levantamento das medidas de restrição face à Covid-19. Durante o mês em análise, as vendas na zona euro aumentaram 5,7% e 5,2% na União Europeia, quando comparados com maio de 2020, estima o Eurostat esta quarta-feira, 5 de agosto.

Segundo as estimativas do gabinete estatístico europeu, registou-se um crescimento de 20,3% na zona euro e de 18,3% na União Europeia em comparação com o mês anterior. “Isto significa que o volume de trocas no retalho, em ambas as zonas, retomaram a níveis registados em fevereiro de 2020, antes do início das medidas de confinamento”, sustenta o Eurostat.

Em comparação com junho de 2019, verificou-se um aumento de 1,3% no índice de vendas de retalho nas duas áreas europeias.

Comparativamente com maio do presente ano, na zona euro, o volume de comércio de retalho aumentou 20,4% nos combustíveis e 12,1% em produtos não alimentares, enquanto alimentos, bebidas e tabaco diminuíram 2,7%. Na União Europeia, o volume de comércio a retalho aumentou 16,9% para combustíveis automóveis e 10,6% para produtos não alimentares, enquanto a categoria de alimentos, bebidas e tabaco diminuíram 2,2%.

Entre os países-membros, os aumentos mais significativos registaram-se na Irlanda, com um crescimento de 21,9%, em Espanha, que verificou um aumento de 16,5%, e na Índia, com um crescimento de 13,8%. A Áustria e a Alemanha observaram decréscimos de 2,5% e 1,6%, respetivamente.

Em junho de 2020, Portugal, por sua vez, observou um aumento de 4,4% no mês de junho, face ao crescimento significativo de 14,7% registado no mês anterior. Face ao período homólogo, Portugal verificou um decréscimo de 6,3%.

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