Vendas do dono do Minipreço cresceram 6,3% no segundo trimestre de 2020

As vendas comparáveis (‘like-for-like’) do grupo de distribuição que opera em Portugal, Espanha, Brasil e Argentina registou um aumento de 14,9% no período em análise face ao segundo trimestre de 2019, “com todos os mercados positivos pela primeira vez desde o 4º trimestre de 2016”.

O Grupo DIA, grupo internacional de distribuição dono da cadeia Minipreço em Portugal, encerrou o segundo trmestre de 2020 com vendas líquidas de 1.819 milhões de euros, um aumento de 6,3% face aos 1.711 milhões de euros alcançados no período homólogo de 2019, “graças ao efeito positivo das iniciativas de transformação e ao comportamento dos consumidores relativamente ao confinamento de Covid-19, ainda que com redução da rede de lojas e com os efeitos monetários adversos provocados pelas divisas brasileira e argentina”.

As vendas comparáveis (‘like-for-like’) do grupo de distribuição que opera em Portugal, Espanha, Brasil e Argentina registou um aumento de 14,9% no período em análise face ao segundo trimestre de 2019, “com todos os mercados positivos pela primeira vez desde o 4º trimestre de 2016, impulsionados por um aumento da cesta média de compra que compensou a descida do número de ‘tickets'”.

O lucro Bruto ascendeu a 403 milhões, contra 303 milhões de euros no segundo trimestre de 2019, o que representa um aumento de 4,4% da percentagem das vendas líquidas, “devido ao aumento das vendas e dos primeiros resultados positivos do programa de excelência operacional colocado em funcionamento no segundo semestre de 2019”.

Os custos de pessoal do Grupo DIA no período em análise fixaram-se em 191 milhões, “o que representa uma ligeira subida já que os impactos das medidas de eficiência de pessoal implementadas em 2019 foram neutralizados pelo
pagamento de bónus e pelas necessidades de pessoal relacionadas com a situação da Covid-19”.

Por seu turno, os gastos de exploração verificaram uma descida de 1,4% da percentagem de vendas líquidas, “graças à adoção de medidas de redução de custos e à descida do investimento em publicidade durante o confinamento provocado pela Covid-19”.

O EBITDA ajustado do grupo no segundo trimestre deste ano cifrou-se em 60 milhões, uma melhoria face aos 67 milhões de euros negativos averbados no período homólgoo de 2019″, um comportamento “impulsionado pelo aumento do volume de vendas e da melhoria da margem bruta proporcionada por uma firme disciplina de custos”.

O lucro líquido do Grupo DIA foi negativo em 45 milhões de euros, contra 267 milhões de euros negatibvos no segunsdo trimestre de 2019, “com uma melhoria dos gastos com juros e do efeito monetário negativo de 16 milhões”.

A liquidez disponível do grupo retalhista no fnal do segundo trimestre deste ano manteve-se estável, em 435 milhões de euros, em comparação com os 425 milhões de euros no final do segundo trmestre do ano pasado, “com uma melhoria no perfil de vencimento da dívida após o acordo de refinanciamento alcançado em 2019”.

A dívida financeira líquida do Grupo DIA desceu para os 1.253 milhões.

Os responsáveis do Grupo DIA destacam a “otimização do sortido comercial: Implementação em cerca de 500 lojas em Espanha durante o primeiro semestre de 2020, priorizando a oferta de frescos de frutas e verduras” e o facto de a marca própria ter sido pautada pelo “desenvolvimento e introdução de novos produtos em Espanha e Brasil,
assinalando uma nova proposta que combina qualidade, relação qualidade/preço e embalagens mais atrativas”.

No que repeita à venda ‘online’ e entrega urgente, a administração do DIA assinala que esta vertente está “em funcionamento nos quatro países após a sua introdução ter sido acelerada para responder à procura dos clientes durante o período de confinamento da Covid-19 e, posteriormente, como prioridade para satisfazer as tendências
de compra dos clientes a longo prazo”.

Quanto às franquias, o destaque vai para a “introdução de um modelo de franquia melhorado baseado em incentivos e com foco no cliente, implementado em 470 estabelecimentos de Espanha e arranque de uma
oferta adaptada nos outros mercados”.

O plano operacional foi “centrado na eficiência de custos e na redução da complexidade na relação com os fornecedores, existências, logística e gestão de compras e fornecimentos; início de novos planos logísticos e renegociação dos alugueres em todos os mercados.

“Os resultados financeiros do segundo trimestre demonstram o impacto positivo da resposta adotada perante a situação da Covid-19 e da transformação do negócio que já estávamos a efetuar. Os clientes estão a responder à nossa atrativa oferta de proximidade e às nossas novas capacidades de venda online e os números positivos das vendas comparáveis (‘like-for-like’) de junho e julho, após o confinamento, constituem um bom indicador desse progresso”, destaca o presidente da DIA, Stephan DuCharme.

De acordo com este responsável, “controlámos os custos perante o aumento das exigências em todo o setor relativamente a medidas de proteção e dotação de pessoas, graças às decisões de eficiência adotadas em 2019, ao mesmo tempo que os principais indicadores financeiros, como a melhoria do capital circulante e os fluxos de dinheiro positivos, evoluíram na direção correta”.

“Relativamente ao futuro, vamos continuar a implementar no segundo semestre iniciativas de transformação incluídas no plano estratégico, com foco nos pilares fundamentais do nosso modelo de franquia e proposta de valor comercial melhorada, que se apoiam na otimização da eficiência operacional”, assegura Stephan DuCharme.

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