Vendas dos lojistas com quebras de 37% face a 2019. Em Lisboa, a redução é superior a 40%

Por sector de atividade, a restauração continua a ser o setor mais afetado, com a descida das vendas a registar 49,1%, o sector de retalho 34,3% e o sector de serviços 38,5%.

As vendas das lojas de centros comerciais registaram uma quebra de 36,5% em julho comparativamente ao período homólogo do ano anterior. A redução também se verificou nas lojas de rua, sendo que o tombo foi de 37,4%.

Os dados foram recolhidos pela Associação de Marcas de Retalho e Restauração (AMRR) em mais de 2.500 lojas para a elaboração de um Observatório publicado, esta segunda-feira, que permite verificar as vendas semanais das lojas de rua e de centros comerciais desde que a pandemia começou.

De acordo com a AMRR, em Lisboa a quebra foi superior ao verificado no resto do país (-42,8% face ao período homólogo do ano passado) e pior do que o mês de junho (42,5%).

Por sector de atividade, a restauração continua a ser o setor mais afetado, com a descida das vendas a registar 49,1%, o sector de retalho 34,3% e o sector de serviços 38,5%.

“O cenário continua bastante negro. Esperávamos nesta fase melhores resultados. Caminhamos para um ano desastroso para o setor” avança Miguel Pina Martins, presidente da AMRR. “Continuamos a investir nas ações de promoção de vendas para contrariar este cenário. Todos os lojistas, tanto os de rua como os dos Centros Comerciais, têm feito um esforço enorme nesse sentido”.

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