Venezuela: Supremo Tribunal de Justiça volta atrás e já não vai assumir os poderes do Parlamento

O Conselho de Defesa da Nação da Venezuela exigiu, este sábado, o Tribunal Supremo de Justiça a rever as sentenças que este emitiu há três dias retirando do Parlamento, de maioria oposicionista, as suas atribuições legislativas.

O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (STJ), indicou no seu site que anulava a decisão de assumir os poderes legislativos da Assembleia Nacional, o que os opositores denominaram como um “golpe de Estado”.

O presidente venezuelano tinha anunciado hoje que o STJ iria rever a sua decisão de ficar com os poderes do parlamento, horas antes de várias manifestações previstas contra aquela posição.

A Agência Lusa avança que os representantes das principais instituições do país reuniram-se na noite de sexta-feira, no âmbito do Conselho de Segurança Nacional, e decidiram, segundo o texto divulgado, “exortar” o Supremo Tribunal a “rever as decisões” em causa “a fim de manter a estabilidade institucional e o equilíbrio de poderes”.

A decisão do STJ, favorável a Maduro, de assumir os poderes da Assembleia Nacional e de privar os deputados da sua imunidade, suscitou a reprovação internacional, nomeadamente da União Europeia, dos EUA e das Nações Unidas, e reações de vários quadrantes da sociedade da Venezuela.

Uma reunião tinha sido convocada de urgência pela Organização dos Estados Americanos (OEA) para segunda-feira, em Washington.

Recomendadas

G7. OMS avisa líderes mundiais que são precisas mais vacinas e “mais rápido”

O secretário-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, avisou este sábado que são precisas mais vacinas e “mais rápido” para vacinar 40% da população mundial até ao fim do ano, na cimeira dos países do G7. 

Covid-19. França atinge 30 milhões de vacinados com pelo menos uma dose

A França atingiu este sábado 30 milhões de pessoas com, pelo menos, uma dose da vacina contra a covid-19, antecipando essa meta que estava prevista para terça-feira, anunciou hoje o primeiro-ministro Jean Castex.

ONU estima cerca de 47 milhões de mulheres no mundo perto da pobreza extrema

Cerca de 47 milhões de mulheres em todo o mundo caminham para a pobreza extrema, alertou a vice-diretora executiva da ONU Mulheres, Anita Bhatia, durante sua primeira missão internacional desde o início da pandemia de covid-19.
Comentários