Ventura acusa PSD e CDS de “bullying político” por deixarem Chega de fora de coligação autárquica nos Açores

O líder do Chega não compreende como foi o seu partido deixado de parte da coligação autárquica nos Açores, defendendo que tal não contribui para o objetivo de agregar a direita.

O líder do Chega, André Ventura, acusou o PSD e o CDS-PP de fazerem “bullying político” nos Açores, ao deixarem o seu partido de fora da coligação autárquica que pretendem apresentar a eleições, e ameaça mesmo rasgar o acordo que viabiliza o Governo Regional de liderança social-democrata. As declarações foram proferidas esta sexta-feira, à saída da Assembleia da República.

“Se um partido como o Chega tem uma base de apoio ao PSD nos Açores, não podemos ter outro raciocínio”, argumenta o líder do partido que se estreia no Parlamento Regional esta legislatura, depois de ter eleito dois deputados. Para Ventura, a decisão é “incompreensível” e coloca em risco o apoio do partido à solução governativa encontrada para a região. O Governo Regional açoriano é, recorde-se, composto por PSD, CDS-PP e PPM, apesar de necessitar do apoio do Chega para ter a maioria parlamentar, bem como da Iniciativa Liberal.

Ventura pediu assim “respeito” pelo partido que, refere, está disposto a percorrer sozinho o caminho para as eleições autárquicas, regionais e nacionais caso esta situação não seja corrigida. O terceiro classificado na eleição presidencial lembrou ainda que estas atitudes não beneficiam a tentativa de unir a direita nem o objetivo de se apresentar como “uma alternativa” viável.

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