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Verbas das apostas na base do conflito entre Pedro Proença e Fernando Gomes

Atual e ex-presidente da Federação Portuguesa de Futebol têm estado no centro das atenções nos últimos dias depois das buscas feitas pela PJ ao organismo, mas também pela ausência de consenso sobre os apoios institucionais dados pelas duas figuras para cargos na UEFA e FIFA.
2 Abril 2025, 10h55

O conflito entre Pedro Proença e Fernando Gomes pode afinal ter como base a distribuição das verbas das apostas desportivas, segundo informa o jornal “Público” esta quarta-feira.

Um processo que já é antigo, mas que agora ganha maior dimensão com os recentes episódios a envolver o atual e ex-presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que têm estado no centro das atenções nos últimos dias depois das buscas feitas pela PJ ao organismo, mas também pela ausência de consenso sobre os apoios institucionais dados pelas duas figuras para cargos na UEFA e FIFA.

Na semana passada Pedro Proença convocou uma reunião de emergência com os restantes membros da direção depois da Polícia Judiciária (PJ) ter efetuado buscas em vários locais, entre eles a sede da FPF, com o diretor nacional, Luís Neves, a confirmar que Fernando Gomes e o antigo diretor-geral Tiago Craveiro não são arguidos na operação.

No último fim de semana Pedro Proença revelou que teve o apoio de Fernando Gomes para a candidatura ao Comité Executivo da UEFA, mas no próprio dia o agora presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP) veio negar esta afirmação através de uma carta enviada aos presidentes das federações de futebol europeias.

“Pedro Proença escolheu o caminho da destruição do legado que eu e a minha equipa construímos ao longo de 13 anos, através de decisões e insinuações públicas que visam atacar o nosso bom nome e que, como se verá, são completamente infundadas”, podia ler-se no documento.

Afirmações que levaram Pedro Proença a marcar uma nova reunião de urgência com a sua direção na segunda-feira, com o presidente da FPF a responder a Fernando Gomes no discurso do 111º aniversário do organismo.

“Lutaremos por valores e princípios que não têm preço. Seremos inflexíveis na luta da credibilidade desta instituição, seremos irredutíveis na transparência e integridade na gestão de uma organização como a Federação Portuguesa de Futebol, doa a quem doer, mesmo que não queira. Ninguém manda na Federação, porque a Federação não é de ninguém”, afirmou.

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