Vinci investe 15 milhões em infraestruturas no Aeroporto de Sá Carneiro

Com as alterações que vão ser introduzidas ao figurino das pistas, a receção de aviões passará de 20 para 32 por hora. Pedro Nuno Santos esteve a visitar as obras, com o aeroporto do Montijo em perspetiva.

A Vinci, empresa concessionária do Aeroporto de Sá Carneiro, vai investir 15 milhões de euros em parte das infraestruturas do complexo aeroportuário, nomeadamente no que tem a ver com a expansão do chamado ‘taxi way’, em novas saídas das pistas e num túnel que deverá cruzar, por baixo, essas pistas.

Na prática estas alterações, que vão ser sensíveis em termos das operações diárias, vão permitir que a capacidade de receção de aviões nas pistas passe de 20 para 32 por hora – um aumento que a Vinci considera muito significativo em termos da operação em si, para além das óbvias poupanças em termos energéticos de de emissão de CO2.

As obras – que já começaram e devem estar concluídas dentro de um ano – foram visitadas esta sexta-feira pelo ministro das Infraestruturas de da Habitação, Pedro Nuno Santos, que, acompanhado entre outros pelo presidente da câmara e pelo CEO da Vinci, Nicolas Notebaert, pôde acompanhar de perto o andamento dos trabalhos.

Mesmo que, no final, tenha quase exclusivamente falado do Aeroporto do Montijo, para reforçar que o Governo está à espera do estudo de impacto ambiental e que não avançará com a obra se esse estudo for negativo. Mas não se esqueceu de reafirmar a importância da nova estrutura para a economia nacional – que todos os dias perde milhares de euros por não ter ainda à disposição um aeroporto capaz na capital.

Os responsáveis da Vinci afirmaram, por seu turno, que o seu compromisso com o desenvolvimento das infraestruturas aeroportuárias portuguesas – que consideram ser um serviço público – é para manter, num quadro em que o seu interesse económico é comum ao interesse nacional.

Com receitas em 2018 de mais de 1,6 mil milhões de euros, a Vinci Airports (apenas uma das divisões do grupo) opera 45 aeroportos em 12 países e gere 195 milhões de passageiros por ano.

O grupo, que agrega 3.200 unidades de negócio, responde por uma receita de mais de 43,5 mil milhões de euros e assegura 211 mil postos de trabalho – dos quais perto de cinco mil em Portugal.

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