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Visa fecha ano fiscal com subida de 2% no lucro devido a litígios de 2,1 mil milhões de euros

Em termos ajustados, a Visa reportou um crescimento do lucro líquido de 11% para os 19,3 mil milhões de euros.
Bloomberg
29 Outubro 2025, 09h58

A Visa encerrou o ano fiscal de 2025 com uma subida de 2% no lucro líquido para os 20,1 mil milhões de dólares (17,2 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual), face ao ano anterior, ao nível dos termos de contabilidade aceites internacionalmente. Em termos ajustado, a empresa reportou um crescimento de 11% para os 22,5 mil milhões de dólares (19,3 mil milhões de euros).

“Os resultados do ano corrente incluíram itens especiais de 2,5 mil milhões de dólares, ou 2,1 mil milhões de euros, para uma provisão para litígios associados ao processo de litígio multidistrital de intercâmbio e outras questões legais, 213 milhões de dólares (183 milhões de euros) para indemnizações por rescisão contratual e 39 milhões de dólares (33 milhões de euros) para custos de consolidação de arrendamentos. Os resultados do ano corrente incluíram também 87 milhões de dólares (74 milhões de euros) de prejuízos líquidos com investimentos em ações e 315 milhões de dólares (270 milhões de euros) da amortização de ativos intangíveis adquiridos e custos relacionados com a aquisição”, refere a Visa relativamente ao seu lucro líquido para o total do ano fiscal.

As receitas cresceram 11% para os 40 mil milhões de dólares (34,3 mil milhões de euros), no ano fiscal de 2025. Já os ganhos por ação avançaram 5% para os 10,20 dólares (8,77 euros), ao nível dos termos de contabilidade aceites internacionalmente, e um crescimento de 14%, em termos ajustados para os 11,47 dólares (9,86 euros).

O volume de pagamentos subiu 8%, no ano fiscal de 2025, face ao ano anterior, o volume de pagamentos transfronteiriço, excluindo o volume intraeuropeu, aumentou 13%, enquanto que o volume total de pagamentos transfronteiriço avançou 13%. As transações processadas pela Visa registaram um incremento de 10%, face ao ano passado.

Lucro quebra 4% no quatro trimestre

Relativamente ao resultados do quatro trimestre do ano fiscal a Visa reportou um crescimento de 12% nas receitas para os 10,7 mil milhões de dólares (9,2 mil milhões de euros). O lucro líquido caiu 4% para os 5,1 mil milhões de dólares (4,3 mil milhões de euros), ao nível dos termos de contabilidade aceites internacionalmente. Em termos ajustado registou-se um crescimento de 7% para os 5,8 mil milhões de dólares (4,9 mil milhões de euros).

“Os resultados do ano corrente incluíram um item especial de 899 milhões de dólares (772 milhões de euros) para uma provisão para litígios associada ao processo de litígio multidistrital de intercâmbio (“MDL”) e outras questões legais. Os resultados do ano corrente incluíram ainda 46 milhões de dólares (39 milhões de euros) de ganhos líquidos com investimentos em ações e 66 milhões de dólares (56 milhões de euros) da amortização de ativos intangíveis adquiridos e custos relacionados com a aquisição”, explica a Visa sobre o lucro líquido do quatro trimestre do ano fiscal.

Os ganhos por ação caíram 1% para os 2,62 dólares (2,25 euros), ao nível dos termos de contabilidade aceites internacionalmente, e em termos ajustados aumentaram 10% para os 2,98 dólares (2,56 euros).

O volume de pagamentos subiu 9%, no quatro trimestre do ano fiscal, face ao ano anterior, o volume de pagamentos transfronteiriço, excluindo o volume intraeuropeu, aumentou 11%, enquanto que o volume total de pagamentos transfronteiriço avançou 12%. As transações processados pela Visa registaram um incremento de 10%, face ao ano passado.

“No nosso quarto trimestre, o consumo saudável e contínuo impulsionou a receita líquida em 12%, para 10,7 mil milhões de dólares (9,2 mil milhões de euros). No ano completo, a Visa apresentou um forte desempenho, com uma receita líquida de 40 mil milhões de dólares (34,3 mil milhões de euros), um aumento de 11%, e um crescimento generalizado em todas as principais métricas, sublinhando a solidez do nosso modelo de negócio diversificado”, salientou o CEO da Visa, Ryan McInerney.

“Continuamos a investir na nossa plataforma ‘Visa as a Service’ para atuar como hiperescalador em todo o ecossistema de pagamentos. À medida que tecnologias como o comércio orientado por IA, a movimentação de dinheiro em tempo real, a tokenização e as stablecoins convergem para remodelar o comércio, o nosso foco na inovação e no desenvolvimento de produtos posiciona a Visa para liderar esta transformação”, acrescentou o CEO da empresa.


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