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Vodafone quer UE a investir em conectividade digital resiliente em nome da defesa europeia

A operadora de telecomunicações do Reino Unido quer integrar a conectividade digital nas estratégias de segurança da UE e NATO.
16 Janeiro 2026, 11h47

Um novo relatório da britânica Vodafone, intitulado “Conectividade Segura: o novo pilar estratégico da defesa europeia”, destaca que a conectividade segura deve ser considerada fundamental para a defesa e resiliência da Europa, devendo ser tratada como uma prioridade estratégica.

O relatório da Vodafone defende que a conectividade segura deve ser elevada a prioridade estratégica e pilar da defesa europeia. O documento sublinha que a segurança da Europa depende agora da resiliência das suas redes digitais, essenciais para serviços críticos (hospitais, energia, transportes) e sistemas militares.

O relatório conclui que a segurança europeia é agora indissociável da segurança da sua conectividade, defendendo por isso a necessidade de uma resposta da Europa que acelere o investimento e promova políticas pró-inovação.

“Serviços essenciais nacionais como hospitais, redes energéticas, infraestruturas de transporte, cadeias logísticas, mercados financeiros – e agora, também, os sistemas de comando e controlo de defesa nacional – dependem de uma conectividade digital resiliente. Se esta infraestrutura for interrompida ou comprometida, as consequências podem alastrar muito para além de um único setor, colocando em risco a estabilidade económica e a prontidão em termos de defesa”, diz a Vodafone.

O relatório da Vodafone alerta que as políticas públicas frequentemente encaram a conectividade apenas como um produto, e não como um pilar central da defesa e resiliência europeias. Os investimentos críticos em conectividade continuam atrasados ou subfinanciados, e a coordenação em situações de crise mantém-se ad hoc, com responsabilidades fragmentadas entre as autoridades civis e militares.

“A segurança europeia é agora indissociável da segurança da sua conectividade. Mas se a Europa continuar a tratar a conectividade como um serviço básico e de baixo custo, estará a expor cidadãos, instituições democráticas e aliados a riscos cada vez maiores. Endereçar estes desafios exige um quadro favorável ao investimento e à inovação, assente em políticas coerentes e consistentes em toda a Europa. É uma questão de escolha e de priorizar a conectividade como elemento central para a sua segurança, reforçando uma das linhas de defesa mais importantes contra as ameaças modernas,” afirma Joakim Reiter, Director de Relações Externas do Grupo Vodafone.

“A guerra na Ucrânia demonstra que uma ação militar pode colocar a conectividade à prova de uma forma extrema. Uma conectividade resistente pode reforçar significativamente a capacidade de um país para se defender. O conflito mostrou que as redes digitais são ativos estratégicos, não só ao serviço da segurança, mas também fundamentais no combate a ameaças híbridas e à guerra digital”, defende a operadora com sede no Reino Unido.

Para elevar o papel das telecomunicações e colocar a conectividade no centro da prosperidade e segurança da Europa, a Vodafone apresenta cinco recomendações: Integrar a conectividade nas estratégias de segurança da UE e NATO; criar mecanismos permanentes de colaboração entre governos e operadores; incentivar investimentos em redes redundantes onde o mercado falha; estabelecer parcerias tecnológicas com aliados de confiança (ex: Reino Unido); e reforçar a literacia digital dos cidadãos para combater a desinformação.

“Esta abordagem permitirá à Europa tirar partido das suas redes robustas e de elevada cobertura para obter vantagens estratégicas, dissuadindo adversários, apoiando aliados e protegendo a segurança e prosperidade dos seus cidadãos”, defende mais uma vez a empresa de telecomunicações do Reino Unido.


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