Volume de investimento imobiliário deve ultrapassar os 2,5 mil milhões este ano, estima JLL

A consultora imobiliária indica que no primeiro semestre o mercado registou um volume de 575 milhões de euros, valor correspondente a uma quebra de 63% face ao mesmo período de 2020, mas com um aumento de 57% em relação primeiro trimestre de 2021.

O volume de investimento total no mercado imobiliário deverá ultrapassar os 2,5 mil milhões de euros em 2021. Este é um dos principais pontos do ‘Market Pulse” do segundo trimestre da consultora JLL divulgado esta segunda-feira, 26 de julho.

A consultora imobiliária indica que este valor comprova a atratividade de Portugal como destino de investimento, mesmo num cenário de retoma e de alguma incerteza. O maior impacto deste valor será feito por um dos maiores portefólios com grande exposição a ativos hoteleiros, que se perspetiva que seja transacionado este ano.

De acordo com este estudo, no primeiro semestre o mercado registou um volume de 575 milhões de euros, dos quais 80% de origem internacional e 20% nacional, um valor correspondente a uma quebra de 63% face ao mesmo período de 2020, mas com um aumento de 57% em relação primeiro trimestre de 2021.

Em termos de investimento por segmentos, os escritórios foram responsáveis por 45% do investimento e os segmentos alternativos outros 37%, motivado pela venda de um portefólio residencial com mais de duas mil unidades, enquanto o retalho assume uma quota de 15%. Entre os principais negócios do primeiro semestre estão um portefólio residencial e a venda da Makro em Alfragide.

Ainda nos escritórios, registou-se uma absorção de 55 mil m2 no período em análise em Lisboa, o que significou uma quebra de 35% face ao semestre homólogo. Foram realizadas 54 operações com uma área média de 1.025 m2 por transação.

Entre os principais negócios estão o pré-arrendamento de 10 mil m2 na K-Tower pela CriticalTech Works, mediado pela JLL, a tomada de 4.100 m2 pela White Star na Almirante Gago Coutinho 30 e ainda outras três operações no patamar dos 2.500 m2 a 3.000 m2.

Na habitação verificou-se uma maior procura do comprador interno que representou 59% das vendas semestrais. “O final anunciado do programa dos Vistos Gold nos moldes em que tem funcionado já em janeiro de 2022 tem impulsionado a procura por estrangeiros, com uma diversificação do número de nacionalidades compradoras”, indica a consultora.

Já no retalho registou-se uma tendência para renegociar as rendas em baixa, com uma revisão na ordem de -5% a -10%, mas ainda sem efeitos visíveis nos valores praticados. Sem surpresas, a restauração foi o principal segmento afetado, especialmente a localizada em zonas turísticas.

“Existe procura real para os escritórios e para habitação, e no que respeita ao investimento, Portugal está muito bem posicionado para disputar a elevada liquidez disponível a nível internacional. Isto acontece num contexto em que o nosso mercado não perdeu atratividade para a procura estrangeira e em que há uma crescente dinâmica do mercado doméstico, quer para ocupação de escritórios e venda de habitação, quer no âmbito do investimento. Não temos dúvida de que a atividade vai acelerar em todas as frentes na segunda metade do ano, obviamente impulsionada por um contexto positivo em termos dos programas de vacinação em todo o mundo”, explica Pedro Lancastre, CEO da JLL.

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