Von de Leyen e Charles Michel visitam Turquia em abril

A viagem deixou surpresos os analistas, que consideravam que o assunto estava no plano do Alto Comissário Josep Borrell e não de um patamar superior. A questão dos refugiados está no centro das atenções.

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O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, visitam a Turquia no próximo dia 6 de abril para conversações com o presidente Recep Tayyip Erdogan, anunciou esta segunda-feira Barend Leyts, porta-voz de Michel, na sua conta do Tweeter.

Recorde-se que na cimeira do final da semana passada os líderes dos 27 países da União decidiram fortalecer o relacionamento com a Turquia em vários domínios, desde a economia até à questão dos refugiados sírios que entram na Turquia e que Ancara tem vindo a acolher por iniciativa (paga) da União.

Os analistas esperavam que uma comitiva da União visitasse a Turquia, mas aparentemente ninguém esperava que a viagem se desse tão repentinamente e ao mais alto nível. Os líderes da UE disseram que estão prontos para iniciar um diálogo de alto nível com a Turquia sobre questões de interesse mútuo, já que expressaram o desejo de melhorar as relações com Ancara, de acordo com um comunicado divulgado após a cimeira virtual. Mas a mensagem captada pela leitura do comunicado parecia indicar que o trabalho de aproximação estava, neste momento, ao nível do Alto Representante para os Assuntos Externos, Josep Borrell, e não ainda mais acima.

Erdogan falou com Ursula von der Leyen e Charles Michel em videoconferência em 19 de março passado e a Turquia espera resultados concretos que abrirão o caminho para um maior fortalecimento dos laços entre os dois blocos.

Apontando para a importância de reiniciar o diálogo de alto nível para fortalecer a cooperação, Erdogan disse já depois da cimeira europeia que a atualização do acordo de 2016 sobre os refugiados pode formar a base de uma agenda positiva.

Nem todos os países da União têm, contudo, a mesma visão sobre a matéria. Chipre, Grécia e lideram a parte da União que parece ter grande vontade de ver a Turquia no interior do bloco – apesar de o país ser membro da NATO. Mas mesmo esta organização atlântica tem manifestado algumas reticências face às decisões de Ancara em matéria de defesa. Ainda recentemente, a Turquia avançou para a compra de uma solução de defesa construída na Rússia, o que motivou um diálogo tenso entre a cúpula da NATO e o presidente Erdogan.

A NATO queixa-se também de que a agenda internacional da Turquia não é propriamente coincidente, e que em muitos planos é inclusivamente contrária às disposições da aliança atlântica. A NATO tem sido muito crítica das evoluções de Ancara em torno dos seus interesses no Mediterrâneo Oriental.

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