Wall Street abre mista à espera da conferência de imprensa de Donald Trump

A pressão vendedora começou a sentir-se logo ontem à noite, quando o presidente norte-americano informou que iria falar aos jornalistas sobre a China. “O governo dos Estados Unidos está… Vou usar a palavra furioso com o que a China fez nos últimos dias, semanas e meses”, disse esta sexta-feira o assessor económico da Casa Branca.

Wall Street quebrou os ganhos de início das últimas três sessões. A bolsa de Nova Iorque abriu as negociações desta sexta-feira mista, com o Nasdaq a escapar às perdas. Hoje os investidores estão sobretudo atentos à conferência de imprensa que o presidente dos Estados Unidos dará com um único tópico em cima da mesa: a China.

Assim, Nova Iorque negoceia esta tarde com o índice industrial Dow Jones a descer 0,49%, para 25.276,89 pontos, o financeiro S&P 500 a cair 0,21%, para os 3.023,50 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq sobe 0,33%, para os 9.399,45 pontos. Já o Russel 2000 desvaloriza 1,55%, para os 1.381 pontos.

A pressão vendedora começou a sentir-se logo ontem à noite, quando Donald Trump informou que iria falar aos jornalistas sobre a maior potência mundial, com quem os ânimos se têm exaltado durante esta quarentena.

“Diversos investidores venderam, temendo que constitua o anúncio de sanções americanas sobre a China e receiam que tais sanções desencadeiem retaliações por parte de Pequim (que poderiam revestir a forma de penalizações às empresas tecnológicas americanas) e que façam renascer os tempos conturbados da guerra comercial entre os dois países”, explicam os analistas do BPI.

Há ainda a situação de Hong Kong. O assessor económico da Casa Branca, Larry Kudlow, disse que os cidadãos dessa região estão “furiosas” desde a lei de segurança teve ‘luz verde’. “O governo dos Estados Unidos está… Vou usar a palavra furioso com o que a China fez nos últimos dias, semanas e meses. Não se portaram bem e perderam a confiança, eu acho, de todo o mundo ocidental”, afirmou.

A nível empresarial, a Salesforce está a cair 4,67%, para 172,73 dólares, apesar de ter apresentado um resultado líquido trimestral em linha com a previsão dos analistas. A empresa norte-americana de software viu os lucros caírem 12,3% para 641 milhões de dólares (cerca de 576 milhões de euros).

No cenário macroeconómico, Ramiro Loureiro, trader do Millennium bcp destaca que “foi revelado que os norte-americanos retiveram o aumento surpreendente de rendimentos, um sinal de que a insegurança relativamente ao futuro levou os consumidores a libertarem menos para a economia, algo que terá um efeito adverso no segundo trimestre”.

Em relação ao mercado petrolífero, o preço do ‘ouro negro’ está a subir. O WTI, produzido no Texas, avança 1,33%, para 33,26 dólares por barril, enquanto a cotação do barril de Brent está a valorizar 1,61% para 34,43 dólares. Quanto ao mercado cambial, o euro valoriza 0,37% face ao dólar (para 1,1108 dólares) e a libra também (+0,26%, para 1,2340 dólares).

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A EDP (12,71%), a Galp (11,98%) e a EDP Renováveis (11,07%) foram os emitentes com maior representatividade no índice, segundo a análise da CMVM.
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