Wall Street abriu a sessão desta segunda-feira no verde. O S&P 500 valoriza 0,84% para os 6.658,21 pontos, o Nasdaq sobe 1,37% para os 22.577,79 pontos, e o Dow Jones avança 0,20% para os 46.336,83 pontos.
“Wall Street arranca com otimismo, uma semana que será mais curta que o habitual devido ao feriado de quinta-feira nos EUA (Dia de Ação de Graças) e que encerra mais cedo na sexta-feira, como é habitual na Black Friday. Esta é uma fase do ano muito importante para as contas do quartro trimestre, em setores como o de retalho, mas cujo volume de transações também permite sentir o pulso aos gastos dos investidores. No seio empresarial de destacar o upgrade do JPMorgan para algumas empresas de mineração de Bitcoin e ligadas a data centres de Inteligência Artificial, como a Iren, a Chipher Mining e a Cleanspark. Depois, a Oscar Health e a Centene são impulsionadas perante rumores de que a Casa Branca pode estender os subsídios do Obamacare. Os ADRs da Alibaba valorizam de forma expressiva, após o seu principal aplicativo reformulado de IA ter atingido mais de 10 milhões de downloads na semana seguinte ao relançamento, o que puxa pelo setor de Inteligência Artificial. A MP Materials está entusiasmada por um upgrade”, refere a research do Millennium.
O petróleo está a negociar em terreno misto com o brent quebra 0,16% para os 61,84 dólares e o crude sobe 0,48% para os 58,09 dólares.
A corretora XTB, referindo-se ao petróleo, diz que um possível acordo que termine a guerra entre Rússia e Ucrânia é o que reúne o foco dos investidores. “Donald Trump está a pressionar para a adoção de uma versão modificada da proposta de paz, que foi o principal catalisador por trás do sell-off de sexta-feira. O mercado vê cada vez mais um possível acordo como um caminho para aliviar ou levantar as sanções, o que poderia desbloquear o petróleo russo e aumentar a oferta global”, salienta a corretora XTB.
A corretora adianta que apesar do aperto de curto prazo resultante das sanções dos Estados Unidos, que atualmente deixam cerca de 48 milhões de barris de petróleo russo retidos no mar, a “narrativa mais ampla” continua a ser que um acordo “poderia rapidamente” trazer esses volumes de volta.
“A perspetiva do regresso dos barris russos surge num contexto macroeconómico frágil. A incerteza em torno da política monetária dos Estados Unidos continua a pesar sobre o apetite pelo risco, embora os comentários do Presidente da Reserva Federal de Nova Iorque, John Williams, tenham reacendido as expectativas de um corte nas taxas em dezembro. O mercado avalia agora as probabilidades de um corte em 71%”, adianta a corretora.
“O recente plano de paz proposto pelos Estados Unidos para a Ucrânia, que, se implementado, poria fim às sanções impostas à Rússia que têm restringido as suas exportações de crude, está a influenciar o sentimento do mercado. Continua longe de estar garantido que o plano, na sua forma atual, seja aceite por Kiev e pelos seus aliados europeus. No entanto, a posição firme assumida pela administração norte-americana ao tentar fazer avançar a proposta está a ser interpretada pelos traders como um sinal de que o petróleo russo poderá regressar aos mercados mainstream. Este cenário aumentaria uma oferta global já abundante e criaria margem para novas quedas nos preços”, descreve o CEO da ActivTrades Europe, Ricardo Evangelista.
A XTB considera que a data mais importante para o mercado esta semana será esta quinta-feira, tendo em conta que é o prazo final das negociações de paz. “Nessa altura, o Presidente Trump espera que ambas as partes cheguem a um acordo. Um avanço nas negociações poderia aumentar a pressão do lado da oferta e consequentemente penalizar a cotação do preço do petróleo”, prevê a corretora.
O euro está a avançar 0,13%, face ao dólar, para os 1,15355 dólares e o euro está a valorizar 0,23%, face à libra, para as 0,88119 libras.
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