Wall Street com perdas apesar de acordo de princípio entre EUA e China sobre propriedade intelectual

Em relação à guerra comercial, o secretário de Estado do Tesouro norte-americano, Steve Mnuchin, anunciou que o “acordo conceptual” entre os EUA e a China sobre a propriedade intelectual. O presidente dos EUA, ao longo do processo negocial, tem acusado a China de utilizar em seu benefício a propriedade intelectual dos produtos e tecnologias norte-americanos, sem justa contrapartida.

Traders work on the floor of the New York Stock Exchange (NYSE) shortly after the opening bell in New York, U.S., January 3, 2017. REUTERS/Lucas Jackson

Os três principais índices da bolsa de Nova Iorque abriram a segunda sessão com perdas apesar do “acordo concetual” alcançado entre os Estados Unidos e a China sobre a questão da propriedade intelectual, um dos pontos de maior diferendo nas negociações comerciais entre as duas maiores economias mundiais.

Esta terça-feira, após o toque do sino de abertura da sessão, o S&P 500 perdia 0,31%, para 2.969,27 pontos; o tecnológico Nasdaq perdia 0,49%, para 8.048,09 pontos; e o industrial Dow Jones desvalorizava 0,14%, para 26.796,62 pontos.

Em relação à guerra comercial, o secretário de Estado do Tesouro norte-americano, Steve Mnuchin, anunciou que o “acordo conceptual” entre os EUA e a China sobre a propriedade intelectual. O presidente dos EUA, Donald Trump, ao longo do processo negocial, tem acusado a China de utilizar em seu benefício a propriedade intelectual dos produtos e tecnologias norte-americanos, sem justa contrapartida.

Na frente empresarial, o destaque do dia vai para o lançamento do novo iPhone da Apple esta terça-feira. Ainda assim, os títulos da Apple estão a cair 0,78%, negociando na casa dos 212 dólares.

Ainda na tecnologia, os EUA vão reforçar a legislação antitrust para as maiores plataformas da internet, o que afetou as ações da Alphabet, dona da Google, e da Facebook. A Alphabet cai ligeiramente 0,05%, para 1204,63 dólares, enquanto os títulos da Facebook perdem 0,84%, para 187,10 dólares.

Também a Ford está em trajetória negativa depois de a Moody’s, uma agência de notação, ter baixado o rating da dívida da construtora para “lixo”. Os títulos da Ford perdem assim 4,25%, para 9,14 dólares.

Nas matérias-primas, o preço do “ouro negro” está em alta. Em Londres, o barril de Brent, referência para o mercado europeu, negoceia nos 63,07 dólares, impulsionado pela subida de 0,77%. Nos EUA, o West Texas Intermediate avança 0,52%, para 58,15 dólares.

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