Wall Street começa fevereiro em terreno positivo

O industrial Dow Jones soma 0,31%, para os 25.078,03 pontos, depois de o Departamento do Trabalho norte-americano anunciar a economia dos Estados Unidos gerou em janeiro 302 mil novos postos de trabalho, acima dos 165 mil previstos pelos analistas.

Reuters

Os mercados financeiros norte-americanos iniciaram o mês de fevereiro animados, numa altura em que o mercado de trabalho dos Estados Unidos está a criar mais emprego do que o esperado. O arranque da sessão bolsista desta sexta-feira, em Nova Iorque, está a ser marcado pela subida dos três principais índices – só as tecnológicas é que negoceiam com uma subida mais ligeira.

Em relação ao industrial Dow Jones soma 0,31%, para os 25.078,03 pontos, e acompanhando estes números em alta, o alargado S&P 500 avança 0,14%, para os 2.708,02 pontos. Quanto ao tecnológico Nasdaq, começou na linha d’água, e sobe 0,06%, para os 7.285,84 pontos. Também o Russell 2000 valoriza, com uma subida de 0,28%, para os 1.499,90 pontos.

Os títulos da Amazon estão a cair 4,29%, para 1.644,98 dólares, apesar de a gigante do e-commerce ter visto as suas receitas líquidas crescerem 20% para 72,38 mil milhões de dólares (cerca de 63 mil milhões de euros). “A queda das ações da Amazon é um dos destaques do dia e que está a condicionar a abertura das tecnológicas. Entre os principais pontos destacamos as projeções de receitas abaixo do esperado para o atual trimestre”, explica Ramiro Loureiro, trader do Millennium bcp.

“As incertezas parecem ter desaparecido do lado americano, sendo que na Europa se mantêm algumas frentes em aberto, como o crescimento em Itália ou o Brexit. Esta divergência representa um obstáculo para a recuperação do euro contra o dólar, que começou com a mudança da postura da Fed (dovish)”, referem os analistas do Bankinter, no research de mercado enviado hoje.

As atenções dos investidores estão nos salários nos Estados Unidos da América e nos dados macroeconómicos, como o ISM [Institute of Supply Management] Industrial. Os especialistas do banco espanhol esperam “uma sessão de ligeira recuperação”.

Aitor Méndez, da IG, considera que o mercado laboral norte-americano é um dos segmentos mais “em forma” da economia dos EUA. “Segundo os dados publicados hoje pelo Departamento do Trabalho do governo norte-americano, a economia do ‘Tio Sam’ gerou em janeiro 302 mil novos postos de trabalho, acima dos 165 mil previstos pelos analistas”.

Olhando para o setor petrolífico, a cotação do barril de Brent avança 1,53%, para os 61,77 dólares, enquanto a cotação do crude WTI perde 1,28%, para 54,48 dólares por barril. No mercado cambial, nota para a apreciação de 0,25% do euro face ao dólar (1,1473) e para a desvalorização de 0,13% da libra perante a divisa dos Estados Unidos (1,3083).

O Dow Jones havia fechado janeiro com um aumento de 7%, o que representa o melhor primeiro mês do ano desde 1989. Já o S&P 500 avançou 7,8% no acumulado do primeiro mês do ano, quebrando os recordes que marcou em 1987. Observando os resultados do Nasdaq, sinal para o seu aumento de 9%.

Notícia atualizada às 15h06

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As tecnológicas acentuaram as perdas, nomeadamente as FAANG. A Facebook perdeu 2,48%, a Apple cedeu 0,46%, a Amazon tombou 3%, a Netflix afundou 4,23% e a Alphabet, dona da Google, caiu 1,74%. Também a Microsoft teve uma sessão negativa, desvalorizando 3,09%.

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