A Microsoft, quarta maior empresa do mundo por capitalização bolsista, apresentou resultados na quarta-feira à noite e, mesmo superando as expectativas nas receitas, foi fortemente castigada pelos investidores na sessão de bolsa desta quinta feira. Tudo por causa dos gastos com inteligência artificial (IA) e ao abrandamento das receitas da divisão de “cloud”.
As ações caíram cair 9,99% depois de terem chegado a perder 12,6%.
A empresa tecnológica reportou um lucro de 38,458 mil milhões de dólares no segundo trimestre fiscal de 2026, representando um aumento de 59,5% em comparação com os 24,108 mil milhões de dólares obtidos no mesmo período do ano anterior.
Para além da Microsoft, esta quinta-feira, 29 de janeiro, foram apresentadas as contas de três das Sete Magníficas, após o fecho das negociações na quarta-feira. A Meta divulgou que investirá até 135 mil milhões este ano, bem acima das estimativas que apontavam para investimentos na ordem dos 110 mil milhões. As ações da dona do Facebook subiram mais de 10% depois de a empresa liderada por Mark Zuckerberg ter apresentado uma previsão de vendas acima do esperado.
O “benchmark” S&P 500 caiu 0,13%, para os 6.969,01 pontos. Já o Nasdaq Composite recuou 0,72%, para os 23.685,12 pontos. O Dow Jones, por sua vez, avançou 0,11% para os 49.071,56 pontos.
Os investidores reagiram de forma desigual aos resultados apresentados ontem à noite pela Microsoft, Tesla e Meta, cujas ações subiram acentuadamente (+10,40%), impulsionadas por números e previsões que superaram as expectativas.
No entanto, o aspeto mais notável é o aumento constante dos investimentos de capital, “uma trajetória que se está a tornar uma fonte de lucro inesperado para fornecedores de infraestruturas de IA como a Nvidia”.
Hoje, depois do mercado fechar, a Apple apresentou contas e superou as expectativas, ao atingir receitas de 143,76 mil milhões, uma subida de 16% em termos homólogos, contra uma estimativa de 138,4 mil milhões apontada pelos analistas consultados pela Bloomberg.
A dona do IPhone viu as vendas a atingirem 85,27 mil milhões, acelerando 23% face ao mesmo período do ano passado, contra estimativas de 78,31 mil milhões. A empresa também superou as previsões no capítulo dos lucros, nos resultados correspondentes ao primeiro trimestre fiscal de 2026, ao registar um lucro por ação (EPS) recorde de 2,84 dólares contra os anteriores 2,40, uma subida de 19%. As estimativas apontavam para 2,68 dólares. Em termos globais, o lucro líquido subiu para 42,1 mil milhões, contra 36,3 mil milhões no trimestre homólogo.
A Tesla, por sua vez, apresentou uma queda de 61% nos lucros do quarto trimestre face ao período homólogo, na quarta-feira, embora os seus resultados tenham superado as expectativas do consenso do mercado. Hoje a ação desvalorizou mais de 3%.
Os investidores também estiveram atentos à divulgação de dados económicos esta tarde. O défice comercial dos EUA aumentou acentuadamente para 56,8 mil milhões de dólares em novembro de 2025, atingindo máximos de quatro meses.
No mercado laboral, os pedidos iniciais de subsídio de desemprego diminuíram ligeiramente em mil pedidos, para um total de 209 mil na semana terminada a 24 de janeiro.
Após a decisão da Fed de manter as taxas de juro inalteradas, na faixa dos 3,50% a 3,75%, a grande notícia foi que o Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC) se mostrou significativamente mais otimista em relação às perspetivas de crescimento, levando o banco central a não ter pressa em implementar novos cortes nas taxas.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse que iria anunciar o sucessor de Jerome Powell, presidente do banco central que termina o mandato em maio, “na próxima semana”.
Uma boa notícia para a geopolítica, é que a Rússia concordou em suspender todos os bombardeamentos contra Kiev e outras cidades ucranianas durante uma semana.
Na reunião do seu gabinete, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou esta quinta-feira que pediu “pessoalmente” a Vladimir Putin para parar os ataques contra Kiev e outras cidades ucranianas durante uma semana devido ao “frio extremo” que se vive no país e que vai persistir nos próximos dias. “Putin concordou em fazê-lo”, afirmou Trump.
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