Wall Street fecha no ‘verde’ em sessão marcada pelas decisões da Fed

Decisão da Fed alastrou o pessimismo em Wall Street mas as declarações tiveram o efeito contrário. Nasdaq recuperou de perdas que chegaram a ser de 1%.

EPA/JIM LO SCALZO

Os principais índices norte-americanos encerraram maioritariamente no ‘verde’ com os investidores a assistirem a uma sessão dominada pela decisão da Reserva Federal (Fed) norte-americana em cortar, esta quarta-feira, a taxa de juro diretora em 25 pontos base, para um intervalo de 1,75% a 2%, em linha com as estimativas da maioria dos investidores e economistas.

Assim, o Dow Jones terminou a sessão com uma valorização de 0,13% para 27.147,15 pontos, o Standard & Poor’s 500 fechou positivo nos 0,03% para 3.006,72 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite fechou a depreciar 0,11% para 8.177,39 pontos, apesar de ter recuperado as perdas durante a sessão desta quarta-feira. As perdas do S&P500 e do Nasdaq aproximaram-se de 1% durante a negociação, com essa tendência a inverter-se.

A Reserva Federal (Fed) acredita que irão ser necessários apenas ajustes ligeiros às taxas de juro para conduzir a economia norte-americana às metas de crescimento, emprego e inflação, mas o banco central admite ter de iniciar um ciclo mais longo de cortes se a expansão económica abrandar, afirmou esta quarta-feira Jerome Powell.

Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião de dois dias do Federal Open Market Committee, que resultou num corte 25 pontos base na taxa de juro diretora para 1,75%-2%, Powell combinou otimismo sobre a saúde da economia com alguma prudência dados os vários riscos.

Recomendadas

Credores privados dizem que cobrar juros é essencial para manter ‘ratings’ 

Em causa está a assunção por parte de algumas agências de ‘rating’, como por exemplo a Moody’s, de que se os credores receberem menos do que o inicialmente contratualizado, isso configura um incumprimento financeiro, independentemente das razões e mesmo com o acordo dos credores.

Dados surpreendentes do emprego deram gás a Wall Street

Na última sessão da semana o Dow Jones disparou 3%, mas o recordista foi o tecnológico Nasdaq. O ‘rally’ deveu-se aos ganhos da banca e das companhias aéreas e de cruzeiros, das mais penalizadas durante o confinamento.

CMVM levanta suspensão da negociação das ações da SAD do FC Porto

A decisão surge depois de a SAD anunciar o adiamento do reembolso do empréstimo obrigacionista para 2021.
Comentários