Wall Street fecha sem direção definida

A guerra comercial entre os Estados Unidos e a China continua a fazer estragos nos mercados mobiliários. O dia foi pautado por notícias contraditórias sobre a matéria.

As bolsas norte-americanas encerraram com tendência mista, numa sessão que oscilou entre ganhos e perdas, que, segundo os analistas, teve a ver com notícias divulgadas sobre as relações comerciais Estados Unidos-China – elas próprias oscilando entre a possibilidade de desanuviamento da guerra comercial e a manutenção da tensão atual.

O Dow Jones encerrou a ceder 0,19% para 27.094,79 pontos e o Standard & Poor’s 500 ficou inalterado face à véspera, nos 3.006,79 pontos.

A falta de direção das bolsas não se verificou ao longo de toda a sessão. Assim, depois de uma tendência generalizada de subida – depois do otimismo das declarações do conselheiro económico da Casa Branca, Larry Kudlow, segundo as quais o mundo estaria perante um “apaziguar de relações” entre os Estados Unidos e a China – mas os negócios mobiliários acabaram por não aguentar.

A nova ronda de conversações deverá arrancar em inícios de outubro e existe uma grande expectativa quanto à possibilidade de os Estados Unidos e a China alcançarem um acordo comercial – mas a maioria dos analistas considera esta hipótese bastante precária face ao histórico acumulado.

De qualquer modo, a melhoria das relações poderia ser o sinal para que o mercado global do petróleo deixasse as oscilações induzidas pelo ataque à petrolífera saudita, a Aramco – o que, segundo alguns, poderia ser um argumento a que o presidente Donald Trump seria sensível.

Ao final do dia surgiram relatos de que um alto responsável norte-americano voltou a insistir na tecla contrária, afirmando que há uma ameaça de um agravamento das tarifas aduaneiras aos produtos chineses. As bolsas norte-americanas tomaram como boas estas palavras – que vão ao encontro da maioria dos analistas, e voltaram a descer.

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