O ministro da Agricultura e das Florestas, Luís Capoulas Santos, garante que o Governo está de “consciência limpa” em relação ao incêndio que este sábado deflagrou no concelho de Pedrógão Grande. Na primeira entrevista desde a tragédia, à SIC, Luís Capoulas Santos, que foi o político português que mais tempo esteve à frente da pasta da floresta portuguesa, recusou a ideia de ser “o rosto mais visível deste fracasso” e reiterou que será aberto um inquérito para apurar responsabilidades.
“Se há responsabilidades políticas, elas têm de ser apuradas”, afirmou o ministro português, sustentando que a ação do Governo “tem sido precisamente para evitar que tragédias destas ocorram em Portugal”, mas que esse é um trabalho, de ordenar a floresta em Portugal, é trabalho “para mais do que uma geração e para vários governos”.
Luís Capoulas Santos, que exerceu a tutela da pasta das florestas, tal como exerce agora, nos Governos de António Guterres e de José Sócrates, recorda que com a sua passagem “foram criadas as equipas de sapadores florestais” e embora não tenha conseguido atingir o objetivo das 500, conseguiu 240. O ministro diz ainda que fez “dezenas de reuniões” e trabalhou em “doze diplomas” sobre esta matéria, embora a comunicação social “nunca tenha tido o mínimo interesse”.
O ministro nega qualquer responsabilidade política nesta tragédia e se as houver “terão de ser apuradas e assumidas”. “Este Governo teria sido abalroado se, como outros que o precederam, não tivesse atuado sobre essa matéria”, defendeu.
“Estou com o coração destroçado, mas estou obviamente de consciência tranquila”, argumenta Luís Capoulas Santos.
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