Num ano em que os incêndios, as polémicas e as prometidas medidas sobre a política florestal têm dominado o debate público, um estudo do Centro Pinus – Associação para a Valorização da Floresta, relativo a 2016, estima que existe um défice de 43% por arte desta fileira florestal em relação às exigências das diversas indústrias.
De acordo com esse documento, existe neste momento uma disponibilidade de 2,3 milhões de metros cúbicos de madeira de pinho, quando o consumo requerido pelas indústrias nacionais ascende, por ano, a cerca de quatro milhões de metros cúbicos.
Daí resulta um défice de 1,7 milhões de metros cúbicos por ano. Um diferencial negativo de 43% entre a produção e a procura, assegura o Centro Pinus.
Mesmo que o consumo de madeira de pinho no ano passado tenha decrescido 9% face a 2015.
Este estudo adianta que a fileira da floresta de pinho em Portugal representa 50% do VAB – Valor Acrescentado Bruto e 45% do volume de negócios das indústrias florestais nacionais.
A fileira do pinho em Portugal, de acordo com este relatório, valeu em 2016 um volume de negócios de 3.281 milhões de euros, mais 6% que no ano precedente, e um VAB de 993 milhões de euros, uma subida de 9% face a 2015.
Esta fileira representou no ano passado 36% das exportações nacionais no setor das indústrias florestais e 3,4% do total das exportações nacionais de bens.
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