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Pirâmide de Gelo: Descoberta a fórmula para levar água a zonas secas

A ‘Ice Stupa’ permite a conservação da água quando a temperatura do ar aquece, sendo posteriormente fornecida às populações, nos meses de maior calor.
18 Julho 2017, 19h48

O aquecimento global é um fenómeno causado por inúmeras emissões de gases, principalmente devido à queima de combustíveis fósseis e mudanças no uso da terra, que intensificam o efeito de estufa, provocando, entre várias adversidades, o desaparecimento dos glaciares.

Por norma, os glaciares são permanentes, variando apenas as suas dimensões. A sua base vai derretendo, conduzindo a água para as zonas montanhosas mais próximas, até que sejam acumuladas camadas anuais sucessivas recongelando a neve.

Todavia, as mudanças climáticas nem sempre permitem que os glaciares se comportem da mesma forma, causando secas ao longo do verão nas zonas montanhosas. E isto é o que acontecia numa zona de Ladakh, na província de Jammu-Caxemira, que se situa a uma altitude de 2,500 a 4 mil metros acima do nível do mar, no oeste da cordilheira dos Himalaias, até que Sonam Wangchuk, um engenheiro indiano, desenvolveu uma solução.

De solução passou a projeto e consiste numa pirâmide de gelo, ou, conforme é conhecida localmente, Ice Stupa, que permite a conservação da água, quando a temperatura do ar aquece, sendo posteriormente fornecida às populações, nos meses de maior calor.

A força gravitacional é a técnica utilizada para conseguir conduzir a água para zonas secas. Desta forma, a água começa a congelar a temperaturas de 20 graus negativos, atingindo uma altura máxima de 16 metros, com um volume sustentado até ao mês de maio, altura do ano em que as temperaturas do ar atingem os 20 graus positivos.

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