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Portes grátis levam portugueses a gastar mais 88% em compras online

Os consumidores portugueses preferem aumentar o valor do carrinho de compras do que pagar por portes de envio quando encomendam online. Um estudo do KuantoKusta mostra que os portes, quando cobrados, representam 8% do valor total da encomenda.
compras online
5 Julho 2023, 14h05

Os portugueses gastam mais em compras online quando não existem portes ou taxa de entrega em casa. Esta é a conclusão de um estudo do KuantoKusta realizado no primeiro semestre do ano.

De acordo com a análise, os portugueses gastam mais 88% por encomenda quando esta não tem portes de entrega, quando em comparação com a cobrança de portes de envio pelos comerciantes.

Este valor representa um incremente de 8,09% em relação ao ano passado.

Isto significa que, no que trata a compras online, os portugueses preferem encomendar mais artigos para terem direito à gratuitidade da entrega. No entanto, o estudo do KuantoKusta mostra que o impacto dos portes tem variações significativas consoante as categorias de produtos.

A gestora de comunicação do KuantoKusta, Ana Rego, sublinha que estes dados “fornecem uma visão muito relevante sobre o comportamento dos consumidores em relação aos portes de envio”, tendo ainda “o potencial de imputar significativamente as estratégias de venda dos comerciantes e empresas”.

Por exemplo, os consumidores gastam uma média de 129,32 euros em artigos de puericultura e brinquedos quando os portes são gratuitos, o que representa mais 337,17% do valor médio em compras em lojas e em comerciantes que cobrem portes de envio. Já em artigos de casa/decoração e de papelaria/escritório, o valor gasto aumenta em 227,56% e 226,55%, respetivamente.

A inexistência de portes também leva os consumidores a gastar no sector da tecnologia. Os portugueses gastam mais 125,61% em encomendas de smartphones e acessórios e mais 112,14% em produtos de imagem e som quando os produtos não têm portes associados.

O estudo mostra ainda que, quando os portes são cobrados ao consumidor, estes representam 7,99% do valor total da encomenda. No segmento de escritório representam 17,95%, na cultura e lazer representa 16,73% e nos animais de estimação representam 14,55%.

“A oferta de portes gratuitos é cada vez mais um fator importante para convencer os consumidores, especialmente em categorias de produtos com compras recorrentes e valor unitário mais baixo”, adianta a gestora.

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