O jornal espanhol Diario AS escreveu um artigo esta semana sobre o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, e como este tem vindo a ter um protagonismo crescente no que é o trânsito de turistas no Noroeste da Península Ibérica, cativando utilizadores dos aeroportos espanhóis.
O extremo noroeste da Península Ibérica é uma região de significativo interesse turístico internacional. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), esta zona registou 21,8 milhões de visitantes em 2024 e o centro nevrálgico que concentra todo este fluxo não se localiza em Espanha, realça o artigo.
“Segundo a ANA, gestora lusa dos aeroportos, a cidade invicta recebeu quase 16 milhões de passageiros em 2024, muito acima dos 5,94 milhões que, aproximadamente, se concentraram nos três terminais galegos: os aeroportos de Santiago (3,6 milhões), de A Coruña (1,2 milhões) e de Vigo (1,05 milhões) apresentaram no último ano uma fuga de turistas para a urbe lusa”, refere a notícia que merece destaque na página do Linkedin do Ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz.
Historicamente, o Aeroporto Francisco Sá Carneiro tem tido menos tráfego do que a Galiza refere o artigo do jornal Diário AS que cita o também espanhol El Economista, para dizer que o Porto registou uma média de 2,5 milhões de passageiros no início do século, enquanto os três aeroportos galegos juntos atingiram cerca de 2,7 milhões. No entanto, nas últimas décadas tem havido uma luta renhida pelas rotas aéreas.
O facto de o Aeroporto Francisco Sá Carneiro ser um aeroporto internacionalmente conectado é uma das principais razões apontadas para esta ‘fuga’, mas o artigo reforça que com os planos da Alta Velocidade a conectar Porto-Vigo, podemos assistir a um aumento desta tendência.
O artigo do jornal espanhol diz concretamente que “todo este projecto é acentuado pelos planos para uma ligação ferroviária de alta velocidade entre a Galiza e Portugal. Prevê-se que até 2030, Vigo esteja ligada a Lisboa através do Porto, Coimbra e outras cidades portuguesas. Um projecto e um investimento prioritários para as autoridades portuguesas, pois permitiria ligar as duas principais cidades do país e, ao mesmo tempo, ligar por via ferroviária a zona fronteiriça mais movimentada. As margens do rio Minho, que separam os dois países, concentram 47% do tráfego fronteiriço rodoviário entre Espanha e Portugal”.
Miguel Pinto Luz comenta a notícia dizendo “Portugal na ponta da Europa? Acredito que será mais na dianteira em termos de ligações futuras com o mundo, ao reforçar a tendência dos últimos anos de aumento de rotas dos mercados norte e sul americanos e africanos. E a visão do Porto com um papel sólido no Norte da Península, e um segundo polo de entrada na Europa. Para concretizar, é preciso sonhar”.
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