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Zelensky mantém pressão sobre cimeira do Alasca, desta vez a partir de Londres

Presidente da Ucrânia encontra-se com o primeiro-ministro do Reino Unido, o trabalhista Keir Starmer, antes da cimeira entre Donald Trump e Vladimir Putin no Alasca.
Neil Hall/EPA
14 Agosto 2025, 11h19

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, vai encontrar-se em Londres com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, para fazer um balanço antes das conversas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o presidente russo, Vladimir Putin, no Alasca, já na próxima sexta-feira. Zelensky, que esteve na Alemanha na quarta-feira – país a partir do qual assistiu ao encontro entre os líderes europeus e Donald Trump – tem pressionado a Casa Branca para impedir que Putin divida o território da Ucrânia.

Do encontro não sairá qualquer novidade, mas antes a confirmação de que a Europa (mas nem toda) está com a Ucrânia e que a segurança do país invadido é fundamental para a segurança de todo o continente. Mas se dirá que a Europa não quer nenhuma decisão sobre a Ucrânia sem que os responsáveis do país e os seus aliados europeus tenham uma palavra a dizer sobre o assunto. Como já ficou claro, Trump não levará em linha de conta nada do que a Europa ou Zelensky propõem, tendo apenas presentes os interesses dos próprios Estados Unidos.

Na quarta-feira, Trump participou numa reunião virtual organizada pela Alemanha com líderes europeus, incluindo Zelensky, que procurou estabelecer linhas vermelhas antes da cúpula sobre o fim da guerra na Ucrânia. Zelensky disse que alertou Trump para o facto de o líder russo estar a fazer bluff sobre o desejo de acabar com a guerra.

Trump ameaçou com “consequências graves” se Putin não concordar com a paz na Ucrânia e, embora não tenha especificado quais poderiam ser essas consequências, alertou sobre sanções económicas se a sua reunião na sexta-feira for infrutífera. Trump descreveu o objetivo das conversas com Putin no Alasca como uma forma de “preparar a mesa” para um encontro que incluiria Zelensky – e que os líderes europeus querem que aconteça na Europa. “Se o primeiro encontro correr bem, teremos um segundo rapidamente”, disse Trump. “Eu gostaria de o fazer quase imediatamente, e teremos uma segunda reunião rápida entre o presidente Putin, o presidente Zelensky e eu, se eles quiserem ter-me por lá.”

Entretanto, ficou a saber-se que Trump e Putin terão, no Alasca, um primeiro encontro a sós, antes de se juntarem às respetivas comitivas.


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