A bolsa de Lisboa negoceia em queda a meio da última sessão da semana, fortemente pressionada pelas ações da EDP (-4,29%) e da EDP Renováveis (-3,61%).
A acompanharem a tendência negativa das duas energéticas, que apresentaram ontem, quinta-feira, resultados até setembro – os lucros não-recorrentes do grupo EDP caíram 12% para 952 milhões de euros e os da EDP Renováveis tombaram 49% para 107 milhões de euros -, estão o BCP (-2,59%), a Jerónimo Martins (-2,44) e os CTT (-2,50%). Em queda encontram, ainda, a Altri (-1,22%), a The Navigator (-1,38%), a Semapa (-1,24%), a Corticeira Amorim (-1,35%), a Ibersol (-0,50%), a Galp (-0,34%) e a REN (-0,30%).
Apenas a Mota-Engil (+0,87) e a Sonae (+0,42%) negoceiam em terreno positivo.
“O índice nacional demonstra a pior performance entre os principais índices europeus, pressionado uma vez mais pelo grupo EDP, que viram casas de investimento emitirem novas avaliações e recomendações, que de certa forma até foram contraditórias. A Mota-Engil anunciou planos para entrar no mercado da Arábia Saudita a partir do próximo ano, mas não demonstrava entusiasmo. No seio empresarial a Rightmove tomba, depois de ter anunciado maiores investimentos em inteligência artificial que deverão impactar as margens e lucros no curto prazo”, destaca a nota diária de análise do Millennium Investment Banking.
Olhando para os restantes mercados europeus, o sentimento é igualmente negativo. O alemão DAX cai 0,99%, o francês CAC 40 recua 0,47% e o espanhol IBEX desvaloriza 1,15%.
“As bolsas europeias até arrancaram em leve alta, mas rapidamente inverteram o sentimento e prolongam o ambiente de correção de ontem. Os investidores continuam sem “fumo branco” relativamente ao shutdown governamental nos EUA, que entrou no 38.ºdia e paralisa cada vez mais serviços e adia a divulgação de indicadores macroeconómicos relevantes. Entretanto da China chegou a indicação de que as exportações recuaram inesperadamente em outubro e as importações aumentaram menos que o previsto, com o saldo comercial a ser menor que o esperado, o que pode estar também a ter impacto”, é acrescentado no mesmo boletim assinado pelo analista de mercados Ramiro Loureiro e pelo especialista de ações Filipe Ambrósio.
No mercado petrolífero, o barril de brent sobe 0,66% para 63,80 dólares e o de crude valoriza 0,89% para 59,96 dólares por unidade.
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