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Casas pré-fabricadas? “É preciso vencer o preconceito de que são feias”

Casas pré-fabricadas versus construção industrializada. Este foi o principal ponto debatido no painel dedicado à construção industrializada.
30 Novembro 2025, 09h00

Para Nuno Neves, head of design da empresa bysteel “é preciso vencer o preconceito, de que de repente, tudo o que envolve a pré-fabricação de casas é feio”. O responsável foi mais longe na sua defesa sobre este tipo de construção, salientando que é necessário desmistificar o conceito de que uma casa pré-fabricada “é para as pessoas com menos posses”.
Por seu turno Diego Souza, arquiteto e docente na faculdade de arquitetura da Universidade do Porto, salientou que é preciso pensar antes numa solução, até porque, recordou a pré-fabricação tem sido apresentada há 100 anos como a solução para muitas coisas. “Não sou contra a pré-fabricação, a industrialização, mas acho que é importante reconhecer que a indústria e arquitetura já avançaram e há uma interligação enorme entre esses dois mundos”, sublinhou.
Presente neste painel esteve David Gomes Andrade, investigador da Universidade de Coimbra que considerou que Portugal tem uma oportunidade clara, no sentido da construção industrializada começar um novo caminho no sentido de resolver os problemas da habitação. “Não temos que inventar a roda, temos que a fazer girar mais depressa. Em Portugal, a construção industrializada ainda não vingou, porque faltou algum desenvolvimento”, referiu.
Por sua vez, Nuno Capa, arquiteto da gabinete Arquitetura e Design considera que existe um caminho a percorrer para desenvolver a construção modular.


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