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Imigrantes: “vazio estatístico” impede Estado de saber quantos são e onde vivem

Destaca o “Expresso” que o INE suspendeu as publicações sobre imigração e população estrangeira relativas a 2024 e que ainda não há data para a divulgação destes dados que ajudariam a perceber a dinâmica desde fluxo de imigração.
Participantes na manifestação “Não deixes que te encostem à parede, marcha” organizada pela sociedade civil contra o racismo, a xenofobia e o preconceito, na sequência da atuação policial na Rua do Benformoso na operação de 19 de dezembro de 2024. Lisboa, 11 de janeiro de 2025. TIAGO PETINGA/LUSA
19 Dezembro 2025, 09h35

O fluxo de imigração em Portugal provocou um autêntico “vazio estatístico” que faz com que o Estado não saiba quantos são nem onde vivem os imigrantes que se encontram em território nacional. A notícia é avançada esta sexta-feira pelo “Expresso”.

Destaca o jornal que o Instituto Nacional de Estatística (INE) suspendeu as publicações sobre imigração e população estrangeira relativas a 2024 e que ainda não há data para a divulgação destes dados que ajudariam a perceber a dinâmica desde fluxo de imigração.

Esta decisão do INE está relacionada, de acordo com a autoridade estatística, com os “fluxos de dados” que estão a decorrer entre o INE e a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), sendo que esses dados ainda carecem de tratamento e validação.

O número de cidadãos estrangeiros a residir em Portugal ultrapassou 1,5 milhões em 2024. Retrato da população imigrante em Portugal feito pela Pordata revela que 76,5% estão empregados e 11,5% andam à procura de emprego e que mais de um em cada quatro estrangeiros está em situação de pobreza ou exclusão social.

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