[weglot_switcher]

Petróleo regista maior quebra em seis meses

O petróleo durante a sessão de segunda-feira apresentou quebras superiores a 4%. Esse nível de quebra é a maior numa sessão desta em seis meses, assinala a publicação financeira Investing. O ouro e a prata continuaram as desvalorizações históricas registadas na sexta-feira.
petróleo
3 Fevereiro 2026, 07h06

O petróleo, bem como o prolongar das quedas históricas do ouro e da prata, foi o que marcou os mercados na sessão de segunda-feira.

A descida no preço do petróleo justificou-se pelo alívio da tensão entre os Estados Unidos e o Irão. Isso levou a que a matéria-prima acumulasse durante o dia perdas superiores a 4%. Esse nível de quebra é o maior numa sessão diária em seis meses, assinala a publicação financeira Investing. Na altura de fecho deste artigo o brent perdia 4,18% para os 66,42 dólares e o crude desvalorizava 4,36% para os 62,37 dólares.

A contribuir para esta queda no petróleo, esta segunda-feira, esteve também o dólar. “A recente queda foi também reforçada pela valorização do dólar norte-americano, o que normalmente encarece o petróleo cotado em dólares para os compradores fora dos Estados Unidos, pressionando ainda mais os preços”, disse a analista da Phillip Nova, Priyanka Sachdeva, citada pelo Investing.

Na sessão de segunda-feira o ouro e prata continuaram a desvalorizar depois das quedas históricas verificadas na sexta-feira. À altura de fecho deste artigo o ouro quebrava 0,48% para os 4.722 dólares enquanto que a prata caia 0,19% para os 78,38 dólares. Mas durante a sessão a prata chegou a cair 15%.

Na sexta-feira a prata caiu 30% naquele que foi o seu pior dia desde março de 1980, referiu a CNBC, enquanto que o ouro (mercado spot) apresentou uma quebra de 9%, na maior queda num dia desde 1983, assinalou a BBC.

“O catalisador evidente para a queda na sexta-feira parece ter sido a notícia… de que Kevin Warsh tinha garantido a nomeação para a presidência da Fed“, referiram os analistas do Deutsche Bank, transcritos pela BBC.

Mercados europeus animados com dados da atividade industrial

Os mercados europeus encerraram o dia em terreno positivo com o DAX (Alemanha) a valorizar 1,14% para os 24.794,96 pontos, o CAC 40 (França) a avançar 0,67% para os 8.181,17 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) a subir 1,16% para os 10.342,44 pontos.

O AEX (Países Baixos) subiu 0,78% para os 1.009,51 pontos, o IBEX 35 (Espanha) valorizou 1,34% para os 18.120,88 pontos, e o FTSE MIB (Itália) avançou 1,05% para os 46.003,50 pontos.

O verde dos mercados europeus é explicado, pela research do Millennium, pelos dados da atividade da produção industrial.  “A revelação de que a atividade industrial na Zona Euro abrandou o ritmo de contração em janeiro, uma melhoria superior ao previsto, acaba por trazer algum otimismo”, salienta o Millennium.
Esta quarta-feira o banco central da Austrália toma decisões sobre as taxas de juro e os Estados Unidos revelam dados sobre o setor do emprego. Esta semana é também marcada pelo reporte de resultados de grandes tecnológicas (Alphabet, que é a proprietária da Google, e Amazon) e pela decisão do Banco Central Europeu (BCE) sobre as taxas de juro.

Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.