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Spin-off da FEUP desenvolve gerador portátil de energia eólica de altitude

A tecnologia, que utiliza veículos aéreos ligados a um gerador no solo por um cabo para captar vento a grandes altitudes, promete revolucionar a produção de energia em regiões onde o acesso à eletricidade é limitado ou inexistente.
2 Fevereiro 2026, 21h48

A UPWind Eenergy, spin-off da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), desenvolveu um gerador portátil de energia eólica de grande altitude usando sistemas aéreos (AWES) para substituir geradores a diesel em locais isolados. A empresa que nasceu no Centro de Investigação em Sistemas e Tecnologias (SYSTEC), desenvolveu um gerador eólico portátil de grande altitude que promete eletricidade limpa onde as redes convencionais não chegam.

Os AWES substituem a torre e fundação dos aerogeradores tradicionais por um sistema aéreo leve, capaz de alcançar ventos mais fortes e consistentes a grandes altitudes, aproveitando a energia do vento onde as turbinas convencionais não operam. “Esta abordagem reduz drasticamente o uso de materiais, simplifica a instalação e permite gerar eletricidade em locais onde turbinas”, avança a Faculdade.

Esta tecnologia patenteada emprega veículos aéreos para captar ventos fortes e consistentes em grandes altitudes, criando uma solução sustentável e portátil para comunidades remotas e zonas afetadas por desastres.

Ao contrário das turbinas eólicas tradicionais, que exigem torres pesadas e fundações de betão, o sistema da UPWIND ENERGY utiliza veículos aéreos (AWES – Airborne Wind Energy Systems) ligados ao solo por um cabo. Esta “asa” inteligente consegue alcançar altitudes superiores, onde o vento é mais forte e estável, convertendo a força cinética em eletricidade através de um gerador no solo.

“Queremos oferecer uma solução sustentável, económica e fácil de transportar, capaz de substituir os geradores a diesel que ainda alimentam grande parte das operações fora da rede”, afirma Luís Tiago Paiva, CEO da UPWind Energy desde 2025.

O grande diferencial da startup reside no seu sistema de descolagem e aterragem automáticas para aeronaves de asa fixa. Este avanço, já com pedidos de patente submetidos em 2024, permite que o dispositivo opere de forma totalmente autónoma, eliminando a necessidade de intervenção humana constante e garantindo eficiência em cenários de desastres naturais ou missões humanitárias.

A equipa, coordenada pelo Professor Fernando Fontes, já é uma referência mundial no setor, integrando a associação Airborne Wind Europe.

“O prestígio da investigação levará a FEUP a acolher, entre 24 e 26 de junho de 2026, a 11.ª International Airborne Wind Energy Conference (AWEC 2026), reunindo especialistas globais para discutir o futuro desta tecnologia”, refere a instituição.

A UPWind Energy posiciona-se agora para a fase de comercialização, focando-se em comunidades remotas sem acesso à rede elétrica; em zonas de catástrofe para apoio rápido a infraestruturas críticas; e em atividades económicas isoladas, como mineração ou agricultura de precisão.


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