5G “é mais do que brincar com tecnologias”, realça ex-secretária de Estado

Maria Manuel Leitão Marques classifica o 5G como uma “nova tecnologia indispensável para muitos serviços e indústrias do futuro”, sublinhando que “quem não tiver a sua infraestrutura preparada “ficará para trás”.

A deputada do PS e secretária de Estado da Modernização Administrativa (entre 2007 e 2011), Maria Manuel Leitão Marques, esclareceu a utilidade e vantagens da tecnologia 5G através da rede social Twitter esta terça-feira, 22 de setembro.

“Para que queremos o 5G? É mais do que brincar com tecnologias. Segue uma explicação”, começou por escrever Maria Manuel Leitão em resposta às dúvidas que levantou o jornalista da “SIC” José Gomes Ferreira recentemente. “Para que é que o país precisa de 5G? O 4G atual já não é suficiente? Queremos 5G para alguns andarem a brincar às tecnologias?”, questionou-se o jornalista.

Assim, Maria Manuel Leitão Marques explica que “o 4G chegou, mas já não chega” e referiu que “a inovação é precisamente isso, uma insatisfação permanente com o que já temos. Se podemos, fazemos melhor, e de preferência garantindo que o impacto social da inovação é positivo”.

Maria Manuel Leitão Marques classifica o 5G como uma “nova tecnologia indispensável para muitos serviços e indústrias do futuro”, sublinhando que “quem não tiver a sua infraestrutura preparada ficará para trás. Se não quisermos ser uma periferia da Europa, precisamos de apostar no 5G e em projetos inovadores a ele associados”.

Para suportar a teoria que defende, Maria Manuel Leitão Marques utilizou o exemplo das videochamadas, que implicam “sempre alguma latência”. “A resolução da latência é pouco importante para a nossa vida diária: facilitaria cantar os parabéns numa videochamada, mas pouco mais”, destacou.

“No entanto, a redução da latência pode ser essencial para permitir atividades síncronas ou que não toleram atrasos – como uma cirurgia apoiada ou executada remotamente, ou a comunicação entre carros autónomos para evitar acidentes num futuro próximo”, completou Maria Manuel Leitão Marques.

 

 

 

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