900ºC. Calor extremo incinerou vítimas de Pedrógão

A temperatura na “estrada da morte” de Pedrógão Grande atingiu os 900º C. a temperatura extrema incinerou pessoas e carros, que se incendiaram sem contacto direto com as chamas.

HO/Reuters

Reportando-se aos resultados das autópsias do Instituto de Medicina Legal de Coimbra, o Correio da Manhã avança que a maioria das 47 pessoas que perderam a vida na Estrada Nacional (EN) 236, durante o incêndio de Pedrógão Grande, em junho, foi incinerada pelo calor.

O jornal escreve que, durante alguns segundos, uma onda de calor atravessou a estrada e elevou as temperaturas até aos 900 graus centígrados, o que terá feito com que as pessoas diretamente na linha da onda de calor se tivessem incendiado sem ter contacto direto com as chamas e permitido sobreviver os que não estavam diretamente expostos.

Tal foi o caso de um casal que saiu do carro em plena EN236, quando se deu conta de que estrada estava bloqueada pelas chamas e pelo fumo denso. O homem, como saiu pelo lado do condutor, ficou exposto diretamente a este fenómeno climatérico, incendiando-se e perdendo a vida de imediato. A mulher, por seu turno, como saiu pelo lado oposto e estava fora da linha da onda de calor, conseguiu sobreviver, sofrendo apenas queimaduras nos braços.

O Correio da Manhã relata ainda que os resultados das autópsias confirmaram os relatos dos sobreviventes, que afirmaram ter visto pessoas que, mal saíam das suas viaturas, incineravam-se, o mesmo acontecendo com várias viaturas, que começaram a arder sem ter tido contacto com as chamas.

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