“À beira do colapso”. Liga italiana perde 500 milhões de euros em bilheteira devido à pandemia

A venda de bilhetes representa 11% da receita anual da liga, que está fixada nos 2,5 mil milhões de euros por ano, sendo que a grande maioria corresponde aos direitos televisivos.

Com o público fora dos estádios fruto da pandemia de Covid-19, a primeira liga italiana (Série A) vai perder 500 milhões de euros correspondentes às receitas de bilheteira da temporada 2020/21 e, com isso, considera agora vender uma parte do organismo ao fundo de investimento britânico CVC, por 1,6 mil milhões de euros, informa o portal “Palco 23”.

A primeira liga italiana parou de faturar mais de 500 milhões de euros respeitantes aos bilhetes da época que já teve inicio, a que se junta a desvalorização dos patrocínios e respetivos direitos televisivos.

Segundo Luigi de Siervo, diretor executivo da Série A, “todo o sistema [da liga] está à beira do colapso”. Siervo exige que o governo italiano autorize as equipas a receber mais do que mil adeptos nos estádios (limitação imposta pelo governo), pois considera existirem as condições para aumentar a lotação para os 25% da capacidade total. O objetivo passa por aumentar a receita dos clubes e, consequentemente, da liga.

A venda de bilhetes representa 11% da receita anual da liga, que está fixada nos 2,5 mil milhões de euros por ano, sendo que a grande maioria corresponde aos direitos televisivos, segundo as informações divulgadas pela “Reuters”.

A falta de liquidez fez com que a organização responsável por gerir o principal escalão do futebol italiano considerasse vender uma parte a um fundo de investimento, neste caso o britânico CVC, que já se encontra em fases avançadas da negociação. A proposta conta com o apoio de três dos principais clubes italianos – AC Milan, Juventus e Inter de Milão.

A oferta apresentada pela CVC em conjunto com os fundos Advent e FSI é de 1,6 mil milhões de euros, ficando com 10% de participação no organismo e assumindo a gestão dos direitos televisivos da Série A.

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