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“A Europa precisa de liderança firme, e Portugal precisa de atitude”, diz Marques Mendes

Portugal tem “uma janela de oportunidade rara”. “Mas é preciso sair da defensiva e afirmarmo-nos com ambição, confiança e visão estratégica”, sublinhou o conselheiro de estado e consultor da Abreu Advogados, no debate multidisciplinar “Crise ou Oportunidade: o futuro de Portugal na nova geopolítica”, promovida pela WIRE Portugal. 
Luís Marques Mendes, candidato às eleições presidenciais de 2026.
4 Junho 2025, 20h46

“A Europa precisa de uma liderança firme, e Portugal precisa de atitude”, defendeu Luís Marques Mendes, conselheiro de estado e consultor da Abreu Advogados, durante o debate multidisciplinar “Crise ou Oportunidade: o futuro de Portugal na nova geopolítica”, promovida pela WIRE Portugal.

Nas palavras do candidato presidencial, Portugal tem “uma janela de oportunidade rara”. “Mas é preciso sair da defensiva e afirmarmo-nos com ambição, confiança e visão estratégica”, sublinhou.

Promovido em parceria com a Abreu Advogados no mês de maio, o evento cruzou visões de especialistas do setor imobiliário e da política, entre os quais Patrícia Barão, Partner Residential DILS Portugal, Bianca Levy, diretora da Arrow/Norfin, Pedro Marques Lopes, comentador e investidor, e Anne Brightman, consultora americana radicada em Lisboa.

A revolução tecnológica, digital (e inteligência artificial) “não é da matéria do futuro”, mas sim do “presente”, insistiu Marques Mendes, associando-a a mudanças profundas na “forma de atuação de muitos setores”.

“Pode ajudar a introduzir novos fatores de competitividade. Quer no nosso plano europeu, quer no plano global. Esta questão tem uma dimensão técnica, mas tem também uma dimensão estratégica. […] Portugal, se tiver sentido estratégico para investir a sério esta área, pode ter tanto sucesso, como qualquer outro país mais desenvolvido do mundo. Estamos a falar sobretudo aqui de aposta e de investimento em talento, em recursos humanos, em qualidade humana”, explicou.

“Não temos razão nenhuma para ficarmos atrás. É preciso que esta matéria seja cada vez mais uma matéria não apenas de discurso político, mas de também de discurso económico, de discurso social e, sobretudo, das grandes prioridades nacionais”, continuou Marques Mendes.

Por sua vez Patrícia Barão, Partner Residential DILS Portugal, afirmou que “Portugal conquistou o seu lugar no mapa internacional do investimento”. “Mas precisamos de manter o foco. A habitação acessível e a atratividade internacional não são agendas opostas – são dois lados”, alertou.

Do lado da Arrow/Norfin, Bianca Levy apontou que, “num mundo incerto, Portugal oferece algo raro: estabilidade, segurança e qualidade de vida”, dando o Algarve como exemplo. “Tem-se posicionado como uma alternativa sólida a mercados como a Riviera Francesa ou a Costa Italiana”, notou.


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