Com todas as atenções viradas para a Gronelândia, e com o interesse crescente dos EUA na região semiautónoma pertencente à Dinamarca, os parceiros europeus sentiram necessidade de emitir uma declaração sobre a defesa do território. Portugal juntou-se a esse movimento.
Em publicação na rede social “X”, a declaração partilhada por Luís Montenegro começa por referir que “a segurança no Ártico continua a ser uma prioridade fundamental para a Europa e é crucial para a segurança internacional e transatlântica.
Em conjunto com os seus parceiros europeus Portugal subscreve a seguinte declaração sobre a Gronelândia:
A segurança no Ártico continua a ser uma prioridade fundamental para a Europa e é crucial para a segurança internacional e transatlântica.A @NATO deixou claro que a região…
— Luís Montenegro (@LMontenegro_PT) January 6, 2026
Esta declaração destaca que a NATO “deixou claro” que esta região “é uma prioridade”, e que os aliados europeus “estão a reforçar a sua presença, atividades e investimentos para manter a segurança do Ártico e dissuadir adversários”.
“O Reino da Dinamarca – incluindo a Gronelândia – faz parte da NATO. A segurança no Ártico deve, portanto, ser alcançada de forma coletiva, em articulação com os aliados da NATO, incluindo os Estados Unidos, respeitando os princípios da Carta das Nações Unidas, nomeadamente a soberania, a integridade territorial e a inviolabilidade das fronteiras. Estes são princípios universais e não deixaremos de os defender”, destaca.
A declaração deixa uma palavra para os EUA: “São um parceiro essencial neste esforço, enquanto aliado da NATO e através do acordo de defesa entre o Reino da Dinamarca e os Estados Unidos de 1951. A Gronelândia pertence ao seu povo. Cabe à Dinamarca e à Gronelândia, e apenas a elas, decidir sobre questões relativas à Dinamarca e à Gronelândia”.
O presidente norte-americano, Donald Trump, deve ser “levado a sério quando diz que quer a Gronelândia”, afirmou a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, esta segunda-feira, acrescentando que se os Estados Unidos invadirem a Gronelândia, isso significará o fim da NATO. “Deixarei claro que, se os Estados Unidos optarem por atacar militarmente outro país da NATO, tudo para, incluindo a própria NATO, e, consequentemente, a segurança que foi estabelecida desde o fim da II Guerra Mundial”.
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