A libertação de Barrabás dos tempos modernos

Hoje a política está quase ao nível do episódio da libertação de Barrabás. Temos assistido um pouco por todo o país (e também na Madeira) alguns cidadãos, plenos dos seus direitos, a vestirem a capa de líderes da vontade do povo e donos da verdade absoluta, atacando ferozmente as bases da nossa sociedade, denegrindo a imagem das instituições públicas e colocando em causa a honra dos homens e mulheres que governam. Estas pessoas, vulgo candidatos, têm as questões certas para quase tudo, mas não têm respostas para quase nada.

Recordei-me da decisão de Pilatos em dar voz ao povo fazendo com que um criminoso fosse libertado e um inocente crucificado. Foi assim que Jesus acabou na cruz. Mas como é possível as pessoas escolherem um em detrimento do outro? Qualquer resultado deve ser considerado aceitável a partir do momento em que existe uma votação e considerar o contrário seria colocar em causa a base da democracia. Não considero, portanto, um ato eleitoral menos bem conseguido ou questiono sequer a intelectualidade de quem quer que seja se o resultado não for aquele que eu gostava que fosse.

Hoje a política está quase ao nível do episódio da libertação de Barrabás. Temos assistido um pouco por todo o país (e também na Madeira) alguns cidadãos, plenos dos seus direitos, a vestirem a capa de líderes da vontade do povo e donos da verdade absoluta, atacando ferozmente as bases da nossa sociedade, denegrindo a imagem das instituições públicas e colocando em causa a honra dos homens e mulheres que governam. Estas pessoas, vulgo candidatos, têm as questões certas para quase tudo, mas não têm respostas para quase nada.

Mas este fenómeno crescente tem responsáveis e não começou ontem. Passados todos estes anos, o episódio de Barrabás dá-nos um sentido de injustiça tremendo tal como causou a todos os portugueses com a decisão instrutória da Operação Marquês, onde todos sabemos que José Sócrates foi corrompido, mas desses crimes o juiz não conseguiu acusar o dito engenheiro que afinal nunca foi. A deterioração do sistema judicial faz cavalgar nas sondagens o que alguns chamam de populistas (eu chamo aldrabões), apelando ao sentimento dos eleitores, com a promessa de quebrar, ao que eles denominam de “sistema viciado”, fazendo promessas impossíveis e irrealistas.

A fraca oposição também faz uma governação fraca e assim estamos neste momento em Portugal, com um marasmo que abre caminho a um discurso radical, diferente e necessário para muitos. Na Madeira assiste-se a uma guerra de capelinhas onde o PS Madeira prefere atacar empresas privadas ao invés de apresentar soluções distintas caso estivesse a governar. Não sabemos, portanto, grandes ideias e projetos de futuro.

A democracia não é perfeita, mas dá uma oportunidade justa a todos aqueles que pretendem dar o seu contributo e servir as pessoas da sua freguesia, concelho, região e país. Quem seguir a via do ataque pessoal não poderá dizer à partida que será o líder de todos os eleitores caso seja eleito.

Vêm aí tempestades económicas e sociais e num momento decisivo com a chegada da denominada bazuca europeia e a minha preocupação neste momento está relacionada com a decisão das pessoas. Se estas vão entregar o controlo do navio a alguém com as habilidades necessárias ou a qualquer um que julgue ser capaz só porque sim. Já agora, confiariam em alguém que equipara dinheiro a uma arma?

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