“A melhor vacina contra a exclusão é a educação”, afirma presidente da Calouste Gulbenkian

A “Educação nas Sociedades Partilhadas” está em debate por dezenas de chefes de Estado e de governo dos quatro cantos do planeta na Fundação Gulbenkian.

A “Educação nas Sociedades Partilhadas” está em debate por dezenas de chefes de Estado e de governo dos quatro cantos do planeta na Fundação Gulbenkian.

Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, foi a primeira a intervir no colóquio “Education for Shared Societies Policy Dialogue” (E4SS), que decorre esta terça-fera e amanhã na Fundação Calouste Gulbenkian. “Na Fundação proclamamos o respeito pela diversidade e diferença. A melhor vacina contra a exclusão é a educação”, disse.

O projeto Shared Societies realiza-se há uma década, como parte do trabalho da WLA-Club de Madrid em prol da construção da paz e da democracia, e integra dimensões política, social, económica e ambiental.

Ao todo, entre os mais de 30 ex-chefes de Estado e de governo de vários países democráticos dos quatro cantos do mundo que confirmaram a sua presença, decisores políticos, especialistas, educadores, líderes juvenis e representantes do setor privado e da sociedade civil, são esperados neste encontro cerca de 150 participantes.

Já o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, considerou que “a educação é uma das formas mais eficazes para acudir a situações de emergência”. Santos Silva recordou ainda o programa Erasmus, “como uma experiência europeia que mudou realmente a vida das pessoas”.

O antigo presidente da República Jorge Sampaio, sublinhou a “oportunidade da educação para uma mudança transformativa” no mundo. Sampaio divulgou ainda um vídeo sobre o Mecanismo de Resposta Rápida para o ensino superior.

Por outro lado, o antigo Presidente da República Cavaco Silva, salientou que no “mundo da globalização a educação básica é amplamente reconhecida como um bem essencial”. O ex-governante acrescentou ainda que “a educação é a base das sociedades inclusivas”.

Durão Barroso, ex-presidente da Comissão Europeia e atual presidente do Banco Goldman Sachs International, definiu a educação como “a forma como as pessoas apreendem conhecimento, cultura e arte”. Durão Barroso explicou ainda que é preciso mais “investimento”, visto que os resultados “não são imediatos” – até um aluno concluir o ensino superior pode demorar 20 anos. “Há muitas coisas boas a acontecer. Em muitas universidades já há mais alunos estrangeiros do que nacionais”, acrescentou.

As conclusões deste colóquio serão apresentadas ao Comité de Direção Conjunta do E4SS, ao qual caberá produzir e lançar uma Agenda de Educação para Sociedades Partilhadas até 2019, assegurando assim a continuidade do projeto de um modo global.

Felipe González (Espanha), Fuad Siniora (Líbano), Jigme Thinley (Butão), José Ramos-Horta (Timor-Leste), Kjell Magne Bondevik (Noruega), Laura Chinchilla (Costa Rica), Luisa Diogo (Moçambique) ou Wolfgang Schüssel (Áustria) são outros nomes que se juntaram aos portugueses Jorge Sampaio, Aníbal Cavaco Silva e José Manuel Durão Barroso para participar no colóquio na Fundação Calouste Gulbenkian.

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