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Ações a perder após “ano fantástico” para as bolsas globais

O PSI registou uma valorização de 30% em 2025, a mais expressiva desde 2009. Saiba o que marcou os mercados financeiros em 2025, de acordo com a análise dos especialistas da BA&N Research Unit.
Traders work on the floor of the New York Stock Exchange (NYSE) shortly after the opening bell in New York, U.S., August 30, 2016. REUTERS/Lucas Jackson
31 Dezembro 2025, 09h31

As ações estão a negociar com pendor negativo na última sessão de um ano fantástico para as bolsas globais, que foram impulsionadas pela euforia relacionada com a Inteligência Artificial, evolução resiliente da economia e robusta dos resultados das empresas e cortes de juros por parte de diversos bancos centrais.

O MSCI ACWI marca uma valorização de 21% em 2025, com o índice que mede o desempenho das ações mundiais a conseguir o terceiro ano consecutivo de ganhos em redor dos 20%.

As ações asiáticas foram um dos destinos prediletos dos investidores em 2025, levando o MSCI Asia Pacific a valorizar 25% em 2025, o que representa o melhor ano desde 2017.

As Bolsas europeias também conseguiram um desempenho fantástico, com o Stoxx600 a apreciar 16,6%, no terceiro ano seguido de ganhos. A evolução dos índices nacionais permite uma avaliação ainda mais favorável, com diversas praças a conseguirem valorizações superiores a 20%.

O IBEX foi o que mais brilhou na Europa, com uma valorização próxima dos 50% que representa o melhor desempenho desde 1993. O PSI também se destacou, com uma valorização de 30% que é a mais acentuada desde 2009.

O ano fica marcado pela debilidade do dólar (índice da moeda norte-americana cede perto de 10%) e forte subida dos metais. A prata está a afundar 6% na última sessão do ano, mas acumula um ganho extraordinário de quase 150% em 2025. O ouro quebrou recordes consecutivos ao longo do ano e acumula uma valorização de 66%, o que representa o melhor desempenho anual desde 1979.

Num ano em que quase todos os ativos ganharam terreno, o petróleo (-18%) sofreu a queda mais intensa desde o primeiro ano da pandemia e a Bitcoin também registou uma variação negativa (-6%).

Depois de terem alcançado um desempenho superior em 2025, as ações europeias continuam com “perspetivas favoráveis” para o próximo ano, refere a AXA IM.


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