O acordo de paz para a Ucrânia envolve o envio de tropas europeias para o país. O plano inicial é enviar tropas francesas e britânicas para o país, mas outros 10 países da União Europeia (UE) já aceitaram disponibilizar as suas tropas, revela hoje a “Bloomberg” que não adianta os países.
Esta foi uma das conclusões da reunião na terça-feira entre líderes europeus após o encontro na segunda-feira entre Donald Trump e Vladimir Zelensky e entre o presidente americano e Vladimir Putin no fim de semana.
Já a “Reuters” cita fontes diplomáticas que confirmam a intenção de enviar forças europeias para a Ucrânia, mas com os Estados Unidos da América na liderança destas tropas. No entanto, operariam sob as suas próprias bandeiras, fora do mandato da NATO, pois Vladimir Putin opõe-se ao envio de tropas da Aliança Atlântica.
Donald Trump já afastou a possibilidade de colocar tropas americanas no terreno, mas sugeriu que poderia providenciar apoio aéreo na Ucrânia.
“Os europeus estão dispostos a colocar pessoas no terreno, estamos dispostos a ajudá-los, provavelmente por ar porque ninguém tem as coisas que nós temos”, disse Donald Trump numa entrevista à “Fox News”.
O apoio poderá vir na forma de mais sistemas de defesa aérea ou através da aplicação de interdição aérea sobre a Ucrânia recorrendo à ajuda dos aviões de combate dos EUA.
Mas diplomatas que estiveram presentes no encontro do conselho europeu de terça-feira revelam o ceticismo reinante entre os líderes europeus face à real vontade de Vladimir Putin para um acordo de paz, revela o “Politico” que falou com cinco diplomatas que esperam que Donald Trump reaja com mão dura se o líder russo não cumprir o prometido. Apesar dos elogios a Trump, na Europa poucos acreditam que Putin venha a fechar um acordo de paz com condições minimamente aceitáveis para a Ucrânia.
O próximo passo seria a realização de um encontro entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, com a Suíça a oferecer-se para ser palco deste encontro, prometendo não prender o líder russo, que encontra-se sob um mandato de captura do Tribunal Penal Internacional.
Vladimir Putin não recua. Alias, até exige a entrega de mais território da Ucrânia, incluindo locais estratégicos para a defesa do país. O líder russo também rejeita a presença de forças da NATO na Ucrânia.
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