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Administração da SATA “quer continuar a ser parte da solução” na privatização da Azores Airlines

“Para que não subsistam dúvidas, o Conselho de Administração da SATA Holding nunca se opôs, nem se opõe, a que o Agrupamento Newtour/MS Aviation apresente bem como discuta, com os trabalhadores e seus representantes, os termos relativos às condições e custos com pessoal”, sublinha a Administração da SATA em resposta à acusação do SPAC – Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil.
27 Outubro 2025, 19h33

O Conselho de Administração da SATA Holding emitiu um comunicado referente à posição pública tomada no dia 24 de outubro, pelo Agrupamento Newtour/MS Aviation, sobre o processo de privatização da Azores Airlines. Nele afirma que “quer continuar a ser, parte da solução para o sucesso, não só da privatização em curso, bem como de todo o Grupo SATA no futuro”.

A Administração da SATA responde ao SPAC – Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil que a acusa de impedir diálogo na privatização da Azores Airlines.

“No dia 14 de abril de 2025, houve um pedido de autorização para que o Agrupamento Newtour/MS Aviation pudesse reunir com os representantes dos trabalhadores e sindicatos da Azores Airlines”, diz a Administração da SATA que relata que a esse pedido respondeu, nesse mesmo dia, o seguinte: “A realização de reuniões entre o agrupamento concorrente e as entidades referidas na vossa comunicação, ou outras, não depende de autorização ou da não oposição da entidade pública alienante, a qual, em todo o caso, não vê inconveniente na realização das mesmas”.

“Se, no entanto, subsistem dúvidas interpretativas, o Conselho de Administração da SATA Holding é totalmente a favor da transparência e do diálogo com todas as partes, que, afinal, são a solução para resolver dificuldades e promoverem entendimentos de futuro, que sejam adequados à sustentabilidade de todas as partes”, refere a Administração da SATA.

“Ou seja, o Conselho de Administração da SATA Holding reafirma o que referiu a 14 de Abril de 2025 em que não encontra qualquer inconveniente na realização de tais contactos”, sublinha.

A Administração da SATA diz ainda que “é do conhecimento público que o Agrupamento [consórcio Newtour/MS Aviation] já reuniu com os sindicatos e representantes dos trabalhadores da companhia, reuniões que ocorreram sem problemas e foram úteis. A última dessas reuniões ocorreu com representantes do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), no dia 20 de outubro”, desmentindo assim que esteja a “impedir o acesso à informação fundamental para o futuro da Azores Airlines, e que se tenha escudado “em cláusulas de confidencialidade que, na prática, transformam a privatização num processo opaco e hostil à participação dos trabalhadores”.

“O Conselho de Administração da SATA Holding sabe, e também sabe o Agrupamento, e por isso estamos tranquilos, que a única reserva se limita à informação confidencial da empresa Azores Airlines e não do projeto estratégico do Agrupamento. Esta informação confidencial, pela sua natureza comercial ou de proteção de dados pessoais poderá ainda ser fornecida ao Agrupamento a seu pedido, que bem sabemos saberá respeitar aqueles interesses comerciais e pessoais, eventualmente em causa”, diz  SATA.

“Para que não subsistam dúvidas, o Conselho de Administração da SATA Holding nunca se opôs, nem se opõe, a que o Agrupamento Newtour/MS Aviation apresente bem como discuta, com os trabalhadores e seus representantes, os termos relativos às condições e custos com pessoal”, sublinha a Administração da SATA.

“O Conselho de Administração da SATA Holding, valoriza o diálogo e os entendimentos que têm vindo a público entre sindicatos, trabalhadores e o Agrupamento”, conclui.


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